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segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Como lidar com as birras! #Parte I

Deixem-me dizer-vos que os miúdos fazerem birra é normal. Sim, normal e adaptativo o que significa que faz parte do seu processo de crescimento e é expectável que a partir de determinada altura elas ocorram. 

Por si só não são sinônimo das nossas crianças serem mal-educadas, serem ditadoras ou até quem sabe, ET`s!!!

Só quem não tem filhos diria: "ai se fosse comigo ele não fazia uma birra assim!". Desenganem-se, eles fazem com todos nós e elas, as birras, ajudam-nos a organizarem-se e se quiserem a crescer!

No entanto, do mesmo modo que faz parte do seu papel enquanto crianças fazerem birras perante algo que os deixou frustrados, faz parte do nosso enquanto pais e educadores sabe-los orientar e direcionar para o que é certo.

Este post é então o primeiro de muitos para nos ajudar a lidar com estes ataques de fúria dos mais pequenotes.

É fundamental que ANTES de qualquer orientação, argumentação ou decisão os escutemos de verdade. Estejamos lá ao lado deles para perceber o que de facto os deixou tão desorganizados e perdidos. Escutá-los a Eles sem: "ahhh eu sei porque é que estás assim...", olhá-los nos olhos, cara a cara e ouvir deles a sua verdade, deixar que nos digam qual a sua visão, as suas razões, os seus motivos. Contudo, claro está que esta escuta ativa deverá suceder à nossa própria capacidade de autorregulação, isto é, de estarmos calmos, tranquilos e seguros e sabermos que aquele é o melhor caminho, o caminho que queremos percorrer, caso contrário acalmarmo-nos será a primeira tarefa a fazer. 

Lembrem-se, os miúdos precisam de regras e limites bem definidos com pais consistentes e firmes que estejam lá para ser o farol, 

mas disso falaremos mais tarde, num outro post!

Até já! *


A vossa psicóloga, TatIana LOuro
Sigam-nos no Instagram: euelesnosevoces

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Quando as nossas crianças não aprendem!

Muitas vezes não conseguimos perceber porquê o nosso filhote se esforça tanto e não consegue aprender, ou até vai fazendo as tarefas mas os seus resultados são notoriamente inferiores aos dos seus colegas da escola.

Quando isto acontece podemos estar perante dificuldades de aprendizagem e não tanto perante a falta de investimento ou desinteresse.

Então, do que se trata quando falamos em dificuldades de aprendizagem (DA)?

Ainda que não seja consensual a origem das dificuldades de aprendizagem e a causa da mesma ser para muitos investigadores um mistério, na sua maioria, os estudos apontam para alterações no sistema nervoso central salientando na sua etiologia a importância da hereditariedade, ou seja, é normal que filhos de pais com DA venham a ter também dificuldades específicas em contexto escolar.

Assim, estamos perante dificuldades de aprendizagem quando uma criança apresenta dificuldades em aprender maiores do que as crianças da mesma idade e/ou quando manifestam dificuldade/incapacidade específica em aprender numa determinada área acadêmica, como por exemplo, na leitura, na escrita, no cálculo ou até nas aptidões sociais.

Por norma, estes alunos, apresentam uma discrepância acentuada entre o que é esperado numa determinada área acadêmica e o seu desempenho nesse mesmo domínio, ou seja, não conseguem alcançar o que a maioria dos seus pares consegue, seja a ler, a escrever ou a raciocinar. Contudo, isto não significa nem de longe nem de perto que são menos capazes, pelo contrário, as investigações sugerem que por norma estes alunos até têm um potencial cognitivo na média ou acima, o que justifica o fato de muitas vezes terem dificuldades numa área e serem brilhantes em outra.

Logo, quanto mais precocemente for realizada a identificação das DA mais rapidamente os pequenotes podem beneficiar de uma adequada intervenção psicoterapêutica e assim atingirem o sucesso escolar e melhorarem a sua auto-estima.

Partilho então com vocês alguns sinais potencialmente indicadores de DA para crianças em contexto pré ou escolar.

Estejam atentos!

Organização, se apresentam dificuldade em:

- Nomear as horas, os dias, os meses e o ano,
- Executar planos e tomar decisões,
- Tarefas de sequenciação,

Coordenação motora, se apresentam dificuldade em:

- Desenhar,
- Escrever,
- Subir e correr,
- Cortar,
- Manipular objetos pequenos,

Linguagem falada ou escrita, se apresentam dificuldade em:

- Aquisição da fala,
- Articular,
- Aprender vocabulário novo,
- Rimar,
- Ler ou escrever (por exemplo, comete erros frequentes como reversões: b/d, inversões: m/w, transposições: ato/ota, substituições: carro/cama),
- Seguir instruções,
- Contar histórias,
- Compreender a leitura,
- Escrever textos e histórias,

 Atenção e concentração, se apresentam dificuldade em:

- Completar tarefas,
- Agir depois de pensar,
- Esperar,

Memória, se apresentam dificuldades em:

- Recordar instruções,
- Aprender conceitos matemáticos,
- Aprender o alfabeto,
- Reter matérias novas,
- Identificar sinais aritméticos,
- Transpor sequências numéricas,
- Recordar nomes,

Comportamento social, se apresentam dificuldades em:

- Iniciar e manter amizades,
- Tolerância à frustração,
- Impulsividade,
- Aceitar mudanças nas rotinas,
- Interpretar sinais não verbais,
- Trabalhar em cooperação,



Nota: Atenção, a listagem que vos apresento é apenas um guia de orientação para uma posterior avaliação mais exaustiva, pois todas as crianças em determinadas fases do seu desenvolvimento evidenciam mais ou menos estes comportamentos!
Estes sinais encontram-se na lista de verificação do centro nacional Americano para as DA.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Quando Ele entra em Flow!

Para o grande J.A. idealizar e materializar construções em Lego é uma atividade imensamente prazeirosa e durante a qual não dá conta do tempo passar!! 
... está e está... e fica.... e não se farta, mesmo.
Faz barcos, cidades, quartéis, famílias, enfim, tudo  o que floresce na sua imaginação. 
Isto é Flow, ora vejam:


"Sabe aquela atividade que você faz com tanto prazer que acaba não vendo o tempo passar? Aquela em que você chega até perder a hora quando está praticando? Sabe aquele hobby que você fica contando os segundos para poder praticar? Aquele momento do seu dia, da sua semana, do seu mês, do seu ano, da sua vida… que te dá plena satisfação? Este momento excepcional, ímpar, que traz uma sensação de felicidade, ele é o FLOW!
O FLOW é aquele período em que você está totalmente absorvido pela atividade; aquele momento de imersão. Você está por inteiro dedicado a um momento que lhe dá prazer, satisfação."
Ver mais em:

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Significados do desenho infantil! Tudo aqui!!!

Nem todas as crianças gostam de desenhar! Umas preferem usar umas cores em detrimento de outras, no entanto, todas elas passam nas diferentes fases do seu desenvolvimento por singulares etapas de "rabiscar"!
Enquanto não me consigo debruçar sobre este tema por aqui, pois o meu bebócas ainda requer muiiiiita atenção, partilho um artigo que podem vir a gostar.
Venham daí!

http://desenvolvimento-infantil.blog.br/a-importancia-do-desenho-infantil-nos-primeiros-anos-de-vida/


sábado, 17 de outubro de 2015

Multitasking | Será que é a vida que não lhe dá descanso ou você que não sabe descansar da vida?


Quantas e quantas vezes não fazemos várias coisas ao mesmo tempo! 
É ou não é ?
Arriscava-me a dizer que várias vezes durante o dia não só o fazemos como quase já não sabemos viver de outra forma.... somos/ tornamo-nos assim...queremos fazer, resolver e ter tudo pronto: agora!
|...|
Estamos a conduzir e a pensar no que temos para fazer, 
atendemos o telefone e escrevemos ou lemos ao mesmo tempo,
passamos a roupa ferro e cozinhamos, enfim... realizamos uma panóplia de atividades enquanto o diabo esfrega um olho!!
E porquê? Para quê? 
Será que é a vida no seu ritmo alucinante do dia-a-dia que nos exige que assim seja ou nós que falaciosamente acreditamos que desta forma fazemos mais e melhor... somos mais rápidos e muito mais eficientes ...
Mas será?!
Na verdade, falamos de multitasking ou multitarefa em português quando nos referimos ao fato de fazermos várias coisas em simultâneo. Mas,contrariamente ao que se pensa, esta habilidade não só não aumenta a produtividade como funciona mesmo ao contrário... pois é.... quando fazemos várias coisas concomitantemente a nossa atividade mental saltita de uma tarefa para a outra uma vez que o nosso cérebro apenas se consegue focar num único propósito de cada vez, gerando-se assim até um efeito negativo. Na realidade, quando comparados indivíduos multitarefas com aqueles que apenas realizam uma tarefa de cada vez os primeiros apresentam desempenhos muito inferiores aos segundos, comparativamente, pois têm diminuída a sua capacidade de precisão e compreensão.
Assim sendo, faça uma coisa de cada vez,
alterne para outra atividade apenas quando terminar o que tem em mãos,
não se disperse,
faça o que se propõe com atenção plena e desfrute pois os seus resultados serão muito melhores!!!


domingo, 13 de setembro de 2015

Autismo & Amor!!! Mais do que rótulos: do diagnóstico à realidade!


As pessoas são mais do que rótulos. Sim!

Acredito que etiquetas são cada vez mais para as latas!

Ainda que seja sobejamente importante existirem critérios diagnósticos que nos ajudem, a nós, profissionais de saúde a identificar uma patologia com intuito de delinear um adequado programa de intervenção, com fim último do aumento da qualidade de vida e da felicidade daquela pessoa ou daquela família, a verdade é que, a não ser para este importante e imperativo objetivo.... "rotular", "classificar", "opinar" ... não interessa.

Autismo! » Perturbações do espetro do autismo!

Falamos neste espetro quando, de acordo com a DSM V (Manual de diagnóstico e estatística dos transtornos mentais, 5.ª edição) se apresentam de forma persistente, intensa e frequente alterações clinicamente significativas em duas grandes áreas podendo apresentar-se, de pessoa para pessoa, variabilidade no seu grau/severidade, sendo elas:

- ao nível dos comportamentos estereotipados e no défice na interação/comunicação social (critérios revistos recentemente).

Não obstante, apesar destas caraterísticas e do que se tem veiculado... o casal Anita e Abraham está a apaixonar o mundo com a sua encantadora história de amor!
(apesar do aparente diagnóstico)

Os afetos têm lugar e parecem superar as dificuldades de relacionamento e comunicação que possam eventualmente existir! :)

Para eles... muitas felicidades e força!!!

http://www.vip.pt/anita-e-abraham-historia-de-amor-que-esta-apaixonar-o-mundo





segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Tudo para tornar o banho mais fácil!

Nem sempre a hora do banho é um momento relaxante e agradável para os “papis” e os seus filhotes. Muitas vezes pode mesmo ser uma parte do dia stressante e geradora de confusão lá por casa. Por volta dos 2 aos 3 anos, sensivelmente, começa o: Não querrrrooooo – mas é normal, não se assustem, nesta etapa do desenvolvimento !!! No entanto, não tem que ser necessariamente sempre assim, podemos toná-lo um momento divertido e, devagarinho, convertê-los ao ritual da água e do sabão!!!

Eu sei que quantas e quantas vezes dizem não querer água nos olhos, lavar o cabelo, ou reclamam porque a água está quente, ou porque tomaram banho ontem… ou porque agora a água está fria… enfim, uma série de desculpas para evitarem a todo o custo esta tarefa e ver se nos levam a melhor.

Se em casa o cenário costuma ser assim, relax, existem uma série de ideias giras para não só os habituar a esta rotina como os levar a aproveitar ao máximo …. Motivando-os com criatividade!

Experimentem por exemplo fazer com eles uma sopa dentro da banheira, sim, não enlouqueci !!!, com direito a colher de pau, um pequeno fervedor, quem sabe  um pincel (objetos previamente selecionados por vocês) e criem a história de que vão ser um cozinheiro com poderes especiais e vai ser o máximo… agucem-lhes a imaginação…. J

…. Podem também colocar por exemplo a sua música preferida … ou imaginar que são o pai natal ou um cantor de rock e, com a espuma fazer umas barbas ou uma crista…. 

Registem todos os momentos…

…. Também costuma correr bem deixá-los fazer uma verdadeira party e levarem os seus bonecos preferidos…

Cá por casa estas três últimas sugestões resultam na “mouche”!!!!

Para além do que sugeri partilho com vocês dois livros cheios de outras ideias giras para lhes “dar a volta” e tornar a nossa vida e a deles muito mais fácil!!! J

Espreitem a rubrica Livros & Músicas


quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Outra noite sem dormir...Ui: Dicas para um sono reparador!

Muitos dos portugueses dormem mal…

Não conseguem fazer uma noite completa e reparadora, têm dificuldade em adormecer ou, até dormem mas depois a meio da noite acordam e como me dizem “já não consigo voltar a pegar no sono”.

Acordam cansados, com a sensação de ter o mundo pelas costas, ficam rabugentos e irritados e as suas relações socioprofissionais começam a alterar-se. Uma espiral que começa a desenhar-se e que prejudica em muito a sua qualidade de vida e a sua saúde mental.

Arrastam-se os dias, as semanas, os meses e em alguns casos até anos e por vergonha ou desconhecimento muitas vezes não pedem ajuda.

Na verdade, assumam, quem não passou já por isto ou tem na família e amigos casos assim?!

É natural… a ciência indica-nos que um terço da população geral sofre de distúrbios do sono sendo os mais frequentes a insónia, hipersónia, narcolepsia, distúrbios respiratórios relacionados com o sono, e distúrbios do ritmo circadiano, encontrando-se aqui os distúrbios provocados pelo trabalho por turnos.

Então, o que está ao nosso alcance fazer para dormir melhor?

Partilho com vocês algumas dicas do treino de higiene do Sono:

  • Estabeleça um ritual: o seu ritual!
  • Tente deitar-se e acordar mais ou menos sempre à mesma hora;
  • Use o quarto só para dormir; nada de ler, ver Tv ou comer na cama. Cada objeto com a sua função;
  • Evite ver as horas durante a noite, pois vai despertar a sua mente e vão surgir pensamentos como: “ tanto tempo aqui às voltas e ainda só são estas horas ou…  bolas, já estas horas, não descansei nada e daqui a pouco tenho que me levantar”
  • Mantenha o quarto com uma temperatura agradável (estudos recomendam que ambientes mais ventilados e frescos ajudam a dormir melhor!)
  • Evite as sestas
  • Regule a luminosidade e, se possível, elimine ruídos
  • Ao jantar evite comidas picantes
  • Evite estimulantes antes de se deitar
  • Não se deite nas duas horas a seguir a ter praticado exercício físico
  • Medite


Curiosidade:

Existem alimentos ricos em triptófanos (precursores da melatonina – a hormona do sono), que nos podem ajudar a adormecer quando ingeridos à noite como: as bananas, o salmão, o milho-doce, o tomate e a cevada, o gengibre, entre outros.


[Para além do treino de higiene do sono existem uma serie de terapias não farmacológicas que o podem ajudar como a terapia cognitiva, a terapia de controlo dos estímulos, o relaxamento, a terapia de restrição do sono, a fototerapia, etc.]

Vamos lá começar a colocar em prática e ter noites tranquilas!!!! :)


sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Elogiar: Sim, Não, Como e Quando?

Cada vez mais neste ritmo frenético dos nossos dias vivemos obcecados em ser bons pais, boas mães, fazer tudo direitinho e não deixar que falte nada à nossa criançada, pelo menos no que toca à nossa responsabilidade.

Passamos o dia a dizer-lhes que estão bonitos, que são bons e inteligentes e que os adoramos! Certo?! E, na verdade, para nós… são! São o melhor do mundo porque são nossos. São seres únicos e especiais.

Mas, será que lembra-los a toda a hora dessa auréola encantada que nós vemos (dos príncipes e das princesas!) e o quanto os adoramos não terá o efeito paradoxal e, até quem sabe, os poderá prejudicar no futuro?

Inegavelmente elogiar os nossos pequenotes em qualquer que seja a fase desenvolvimental em que se encontram é bom, é saudável, no entanto, como em tudo, a ciência diz-nos que o que é bom mesmo é ter peso, conta e medida! Isto é: elogiar sim, mas com freio!  Na verdade quando fixamos determinados padrões como por exemplo “és tão inteligente”, “és o melhor a matemática” estamos indiretamente a lembra-los que têm que manter a fasquia e que talvez se falharem não vamos achar assim tanta piada quanto isso. E eles vão ouvindo… processando, o que diariamente lhes vamos dizendo… vão interiorizando…

… e essas vozes outrora nossas, passam a ser muitas vezes “auto-instruções” internas ( sabem…  o nosso anjinho ou o nosso diabinho!) podem, na verdade, contribuir para uma enorme pressão de corresponder às expetativas, sentindo-se fracassados quando não conseguem almejar o pretendido. Ou o que consideram por nós pretendido.

Com efeito, o elogio em demasia pode levar a que os pequenotes tenham a necessidade de aprovação externa isto é que os que lhe são próximos validem os seus comportamentos/ações, podendo quando tal não acontece correrem o risco de se tornarem inseguros e ansiosos desenvolvendo pouca autonomia no seu quotidiano e, em termos sociais, relações pouco securizantes. Assim, invés de os motivarmos para a ação e os ajudarmos a arriscar (aquela frase de: acordá-los para a vida!!! J ), correr desafios, lutar, podemos estar sem querer a contribuir para gerar comodismo, inadaptação, arrogância e presunção.

…  verdade, verdadinha, dependendo de como se “paparica” elogiar pode ser um risco! J

Então, o quê e como elogiar?

Está provado que tem mais efeito elogiar o esforço do que elogiar o resultado (as nossas “pipocas ou os nosso rebuçadinhos” devem perceber que o que fazem depende deles e não da sorte alheia!), isto é, reforçar o processo do que o fim em si mesmo. Surtirá mais efeito dizer-se: “deves ter trabalhado muito nesta tarefa! Do que “és muito bom”. Este elogio deve ser contingente (na hora!) e sim, guiado por um objetivo.

Logo:

  •          Incentive comportamentos de autonomia;
  •          Reforce valores;
  •          Seja sincera, diga a verdade e não elogie por elogiar!
  •          Elogie bons comportamentos e não o pequenote em si;
  •          Elogie quando realmente tal o merecer e não por tudo e por nada – não vale a pena exagerar!
  •         Evite elogios envenenados (ex:. “Vês, se tu quiseres tu consegues!” – parece que das outras vezes não conseguiu porque não quis.)
  •         Elogie com conteúdo (tu nunca desistes; como fizeste? ensinas-me a fazer isso? fazemos uma grande equipa,…,).


Não tenham medo, eles vão ser tanto ou mais felizes quanto acreditarem neles (pela sua própria experiência e com um pequeno empurrãozinho nosso!).  




segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Inteligência Emocional: QI vs QE



Como o prometido é devido…. Ora cá está!!! 
smile emoticon
Entendemos por inteligência emocional a capacidade de identificarmos os nossos sentimentos, os dos outros (empatia) e de lidar da melhor forma com eles tomando decisões de forma mais fácil e feliz!
Na verdade, só podemos fazer boas escolhas se soubermos o que sentimos e o que queremos!!!
Haveria alguma coisa melhor do que nós todos e os nossos pequenotes saberem lidar com o que sentem, aprenderem a resolver os conflitos com os pares e tomarem boas decisões… realmente não parece.
A verdade é que as nossas escolas sempre valorizaram mais o saber teórico, as fichinhas, os testes, as provas…. A cognição em detrimento da emoção…. talvez por isso como nos lembra tão bem Goleman,* existe uma tendência mundial atual para as nossas crianças serem emocionalmente mais perturbadas, mais deprimidas e solitárias, mais indisciplinadas e violentas, mais nervosas e agressivas.
Não querendo descurar a devida importância das aprendizagens cognitivas e ainda que habitualmente na nossa vida, emoção e razão andem de mãos dadas, a verdade é que importa cada vez mais ensinar às nossas crianças, os adultos de amanhã, capacidades como o auto controlo, a capacidade de nos auto motivarmos, o zelo e a persistência, pois serão habilidades como estas que os ajudarão a lidar com as pressões do dia a dia com menos stress e maior resiliência. Concordam?! Se queremos adultos saudáveis hoje, talvez devêssemos começar por crianças felizes.

Com efeito, estudos recentes ao nível profissional mostram que o QI fica em segundo lugar relativamente à inteligência emocional pois cada vez mais se valoriza a capacidade de iniciativa, a adaptabilidade, a persuasão como caminho para o êxito!!! :)
smile emoticon
Não se esqueçam: “uma visão humana que ignore o poder das emoções é tristemente míope” (Goleman, D.)
Daniel Goleman - psicólogo norte-amaericano, jornalista científico do New York Times, nomeado duas vezes para o prémio Pulitzer

fotos:google


Amor e Limites: será que rimam?!


Muitos dos problemas que trazem os papás às sessões passam por dificuldades na gestão comportamental. Na verdade, quase diariamente chegam pedidos de ajuda por: “já não sabemos mais o que fazer; não consigo lidar com ele; não consigo fazer com que me ouça ou obedeça; a minha vida está um inferno; só tenho queixas; não tenho paz”….
Nos últimos anos, infelizmente, é cada vez mais uma temática recorrente e, de todos nós, muito familiar!! Right?!
Mas… o que agrava ou descansa é que,
esta dificuldade não é só de casa… Este desafio na gestão comportamental não acontece só no “nosso” ninho sendo transversal a vários, se não todos os contextos sociais. Quando falo de contextos, falo por exemplo da escola: dos professores/educadores que estão pelos cabelos, de rastos, esgotados, consumidos por já não saberem mais como lidar com a insubordinação, ou até saberem, mas não puderem (vozes mais altas erradamente se levantam!! Dava outro post!! :)). Falo da comunidade: figuras da autoridade que ficam baralhados sobre como fazer, e de tantos outros agentes educativos que estão “piursos” com as birras, os maus comportamentos, a insolência. Enfim…. Mas não há que assustar! smile emoticon
Importa ter presente que determinadas reações comportamentais são normativas em certas fases do desenvolvimento e é naturalmente bom que aconteçam porque estruturam, destrinçam “o trigo do joio” e orientam para o futuro. (Sim, não é preciso fazer dramas de uma birra de uma criança aos 2 anos! E não é aos doze meses que vamos querem que se comportem como “uns meninos”)
No entanto, neste olhar mais global sobre o comportamento e numa perspetiva que não pretendo redutora porque o nosso comportamento tem muito mais de maravilhoso e interessante do que de ”pegajoso” ou negativo importa pensar no que resulta ou não da equação Amar e Regrar, Amar / Educar se quiserem.
Não será, o ato de disciplinar (entenda-se não a disciplina convencional, mas sim disciplina enquanto conhecimento e instrução), o ato de “limitar” uma responsabilidade comum, conjunta e um dos grandes desafios das sociedades modernas. Não será este ato um sinónimo de Amor!?! Mas, o que está a acontecer? A que estamos quase que me arrisco a dizer “passivamente” (perdoem-me-!) a assistir?
Ora pois: parece uma enorme dificuldade em educar. Sim, talvez tenhamos passado do 8 ao 80, da formiga rabiga ao gigante, do pequeno ao grande.
Pais, professores, técnicos, tios e avós, o que sejam…. Importa assumir sem medo que todos nós temos o nosso papel, o nosso lugar, mas todos devemos ter também um princípio orientador e comum: formar crianças felizes, melhores cidadãos, ajudar assim na construção de um mundo melhor! E isso não passa necessariamente por lhes dar ou ceder a tudo! Amar, não é dizer a tudo que sim, ou no reverso da medalha querer que compreendam o não só porque não. Só porque o rei deste castelo afinal sou eu!!
A difícil dança do limbo!
Quero com isto dizer que, talvez nós, pais, educadores, não queiramos ser como talvez foram connosco, quisemos deixar de lado, e bem, o autoritarismo, o sim pelo sim, o respeitar pelo medo mas, radicalmente, mudamos para a gestão em que tudo ou quase tudo é permissivamente aceite com receio de que não vão eles gostar de nós ou de sermos “gentilmente” apelidados de maus pais, más mães, maus técnicos, maus professores. Ninguém quer ser o mau da fita, o vilão desta tela no cinema.
Ups, desculpem-me mas é verdade, até ficamos sem ar cada vez que as nossas “criaturinhas” lindas nos dizem estas coisas (“tu és má!) e encolhemo-nos até aos ossos!!! Quase que as lágrimas nos saltam. | mas a mama ama-te tanto!|
A verdade é que eles apenas estão a fazer o seu papel e a nós compete-nos fazer o nosso. Não ter medo de guiar, de orientar, de ser o farol.
Muitas vezes inunda-nos um sentimento imenso de culpa e quando não somos nós a sentirmo-nos assim, alguém nos lembra que poderíamos ter feito ou dito desta ou daquela forma, mas descansem pais, sosseguem, coração ao alto, a perfeição não existe. Nada é perfeito. O que deverá existir é a vontade, o esforço contínuo, isso sim, o quer melhorar todos os dias e sempre por eles e por nós.
O caminho passará por perceber que em cada fase neurodesenvolvimental e, tendo em conta o desenvolvimento idiossincrático de cada um importa balizar, delimitar se quiserem disciplinar. Importa dizer não! Importa, SEMPRE pelas lentes do AFETO, dar estrutura e apontar fronteiras só assim as nossas crianças se sentirão seguras, amadas e protegidas. Só assim as estaremos a preparar para a incerteza do futuro.
Precisam saber até onde ir e com o que e quem contar.
Não há que ter medo de amar, de abraçar, de “afegar”, (que tolice, imaginem, dizerem que há afeto a mais… mimo a mais, não me recordo de nenhuma perturbação por excesso destes aspectos !), mas… também não há que recear delimitar, na verdade, a ausência de regras/limites é que quase sempre gera dificuldades e desvios!.
Inegavelmente - Educar rima com Amar que por sua vez rima com Limitar!
Mas como em tudo… a implementação das regras, dos limites, por vezes, não é assim tão pera doce como parece. Não queremos regras “envenenadas”, por isso, aqui ficam algumas dicas gerais:
Importa:
* O que se diz e como se diz;
* Que exista coerência, firmeza, consistência.
* Que se ame incondicionalmente – (amámo-los sempre independentemente do seu comportamento: o comportamento e não eles, isso sim, é que muitas vezes nos tira a tampa);
* Que se certifique que a criança compreendeu o que lhe está a dizer;
*Que as recomendações sejam feitas pela positiva;
*Que possam expressar com abertura os seus sentimentos pois serão ouvidos e validados;
*Que conheçam de antemão quais as consequências pelo cumprimento/incumprimento de determinado comportamento;
*Que não se altere regras a meio do jogo;
* Que a linguagem-verbal e não-verbal sejam congruentes;
E sobretudo: que sejamos nós,
nós TODOS,
de mãos dadas pela educação e pela felicidade mútua, o exemplo !!!


Para mim, a pior das dores. A perda de um pedaço de nós: um filho.



Para mim, a pior das dores.

Hoje escrevo-vos sobre um tema que estava longe de imaginar que o iria fazer.
Quem disse que mandamos?! Quem disse que a vida está sob o nosso controle e os dias se sucedem como se pudéssemos programar ou antever alguma coisa?! Como se de uma série se tratasse. Desenganem-se.
Falo-vos da pior das dores que pode haver. Para mim. Da dor que felizmente nunca senti mas que paradoxalmente já vivi por partilhar nas sessões tantas lágrimas, tantos vazios, tantas revoltas, tantas mágoas. É um processo. Seja.
Mas, para mim, o pior.
A dor de perder um filho.
[…]
Deitei-me. Estava pronta para adormecer. Tinha sido um bom serão. Estava bem-disposta. As últimas gargalhadas da noite, partilhadas com Eles (marido e filho) tinham-me feito bem. Estava relaxada e tranquila a escrever o próximo post que supostamente hoje iria partilhar. Estava feliz. Genuinamente feliz.
Imaginei e programei um post colorido, cheio de boas energias, com frases inspiradoras e muito muito boa onda. Tarefa terminada e tudo pronto fui dormir. A posição não era das melhores porque como devem calcular quase 37 semanas de gestação, são 37 semanas de muito amor mas de uma enorme barrigota. Adormeci.
Mas as moedas têm sempre dois lados. Duas faces.
A vida infelizmente não é sempre pincelada por cores coloridas… vivas…sempre rosa… tem também o cinza e o preto. Há o bom e o mau.
A claridade e as trevas.
Às vezes (e ainda bem!) esquecemo-nos.
A meio da noite, sem saber ao certo que horas eram, o meu bebócas dava sinal, estaria como fome. Nada melhor do que um assalto ao frigorífico para o sossegar a ele e saciar a mim e, assim, voltaríamos os dois, na companhia um do outro, a adormecer. Imaginava eu.
Desci as escadas e depois de umas boas bolachas com chocolate (nada melhor para repor as energias) e ainda o “bébucho” aqui às voltas, mas agradecido (imagino eu) peguei no telemóvel que se encontrava pousado na lareira para ter uma ideia das horas.
Quatro da manhã. O terror.
Não podia ser. Deviam-se ter enganado na mensagem. Alguma coisa não estava bem com certeza.
Como?! Quando?! Porquê?!
Subi as escadas.
Já não dormi. Imaginei todos os cenários e várias hipóteses e decidi que de manhã assim que me levantasse tentaria ver com clareza o que tinha acontecido.
Devia, podia, ter havido algum engano.
Depois de uma troca de telefonemas entre amigas e colegas, a suspeita que na noite anterior se levantava, confirmava-se. Era verdade.
A mãe que tão bem conhecíamos (ou por já o termos terapeuticamente avaliado ou porque era natural nas sessões de acompanhamento do D. perguntar por ele) tinha perdido o seu filho. O seu L.
O L.
S.-pedia-nos ajuda.
Ajuda para o outro pequenote que ficava e que nós, terapeutas há tantos anos tão bem conhecíamos. Afinal era verdade.
Falei com a mãe. Um pesadelo. (o sentimento natural de desrealização: “ não parece ser comigo, parece um filme de terror ao qual estou a assistir de fora”).
Com o distanciamento técnico possível nesta altura, mas também como mãe, as lágrimas vieram-me aos olhos, não paravam de correr. Conversamos e combinamos algumas coisas, dentro do possível e nesta fase a fazer. Percebi como acontecera.
O pequeno L. depois de uma anterior visita ao hospital em que não tinham conseguido detetar o que estava a acontecer tinha morrido ao seu colo (o colo!) numa segunda viagem a correr para o hospital da zona onde estavam. Estavam de férias. O mundo parou. O D., irmão mais velho ao acompanhar tudo isto estava a comportar-se como se de um verdadeiro fortalhaço se tratasse, e, da sua inocência e ingenuidade, tentava consolar a mãe “vai correr tudo bem mãe, vais ver”). Mas infelizmente não correu.
Regressaram os três. O L. viria mais tarde.
Foi hoje o seu funeral.
[…]
A esta família que agora se encontra a passar por esta avassaladora dor um abraço apertadinho,
A certeza de que não estarão sós.
Tenhamos esperança.
[…]
A Nós, a Vocês que ficamos,
À vida que lá fora continua…
Fica a reflexão,
...,
Neste corre-corre de todos os dias,
Nesta lufa-lufa que é o nosso quotidiano, vale a pena construirmos a certeza de que somos efémeros e que, efetivamente, nada melhor há que aproveitar os momentos.
Os pequenos e os grandes. TODOS.
Sem exceção.
Um almoço, as brincadeiras no jardim, o levar o lixo de mão dada, as caminhadas, o andar de bicicleta, o ver um filme, um braço, os sorrisos, o que seja…
Aproveitar plena e genuinamente os nossos,
os que nos enchem o coração.
[…]
Desculpem, não queria tornar o vosso sábado cinzento mas este dia foi assim.
Todos nós podemos ou já tivemos dias assim.Parece fazer parte deste caminho que é a vida.
A perda. A ausência.
Um beijo S. Um enorme beijo D.
Um abraço avó que tão bem conheço. Os meus pêsames pai, família, conhecidos.

Até breve*
Ver: Comportamentos e reações do processo de luto “normal”.
http://apav.pt/carontejoom/index.php/zoo/joomla/comportamentos-e-reaccoes-do-processo-de-luto-normal

Dar ou não dar colo: eis a questão!!



O colo…
Deve dar-se muito? Pouco? Nenhum? Até quando?

… Na verdade, este tema muito pouco tem de consensual. Vários argumentam a favor e muitos outros contra.
Hoje escrevo-vos sobre “isto” (se é que assim posso dizer) de dar colo!!!

Na minha primeira viagem nestas andanças da maternidade muito li e muitas/os foram os que opinaram sobre a importância ou não de dar colo! Sim, porque todos, de uma forma ou de outra têm a sua opinião a dar!!

Tal como todas as mamas e papas recém chegados a este “encantado mundo novo” também eu queria, quer porque tinha um ser pequenino a depender de mim e não queria falhar, quer por defeito de profissão, fazer tudo bem e direitinho logo desde o primeiro dia.

Sim, o terrível peso auto e hétero imposto de não falhar (como se isso alguma vez fosse possível!). Ohh lord!

Muito tinha lido e na minha cabeça estavam várias teorias sobre o dar colo. A acrescer (e sem desfazer) a equipa de saúde que na altura me acompanhou também fez questão, não todos, mas alguns, de darem o seu contributo e muitos bitaites (“ isso, dê-lhe colo, habitue-o mal desde inicio…. Comece assim e vai ver…. Qualquer dia só chora e não vai querer outra coisa… deite-o na caminha… olhe que fica maçado”) entre outros tantos comentários e olhares assustadores do fundo da porta do quarto ou do corredor….. Ups, e logo nós, pais de primeira viagem, que queríamos educá-lo bem desde o inicio… que no que pudéssemos “controlar” tínhamos prometido não falhar… se calhar já estávamos a pôr o pé na poça…..

Seria assim!?!?!
Naquela altura, eu, e a maioria das minhas parceiras de quarto não querendo correr o risco de voltar a ouvir das boas lá fizemos o que nos mandavam sem a convicção, no entanto, de que seria o melhor.
(Tentar colocá-lo na sua caminha!)!

Efetivamente, o bom senso e talvez o nosso lado mais instintivo, ou se quiserem mesmo animal, parecia-nos querer dizer que não… mas…pela via das dúvidas… Era a nossa primeira vez!!
Eramos mães e pais… agora!

Três anos depois, muitos novos pequenotes vistos nas sessões e mais umas quantas teorias… para mim, agora sim, uma explicação que me faz todo o sentido! Plausível e cientificamente reforça-me a convicção que (o bom senso já na altura me dava mas a teoria ainda não me apadrinhava): colinho sim, OBRIGADA e MUITO!!! Até porque os nossos bebés são bebés carry e não bebés caché!!
(claro que, em determinadas fases desenvolvimentais, principalmente quando os níveis de autonomia se efetivam o colo progressivamente vai ocupando menos lugar… ainda que, sempre vá sabendo muito bem. E nós adultos sabemos disso. Quem não gosta de um colinho?).

Assim, nesta segunda viagem pelo nosso pequenote, escudo ao alto!! Venham, refutem o colo, eu estou preparada!!

Que é isso de *Bebés Carry vs Bebés Cache?!?!?

De acordo com a tipologia de Bergman (investigador e médico sueco) poderíamos classificar os mamíferos (grupo a que pertencemos) de cache, nest, follow e carry. Assim, estariam incluídos na categoria de mamíferos CACHE as crias que à partida sobrevivem sem a permanência da mãe durante longos períodos de tempo, cerca de meio-dia. Durante este tempo estas crias bebés aguentam a ausência da mãe através de mecanismos de contenção, não se mostrando, para se protegerem, aos seus predadores. Incluem-se aqui os roedores como os ratinhos.

Já os mamíferos NEST fisiologicamente precisam muito da sua mamã e dos seus maninhos por perto para poderem sobreviver, daí que se mantenham nas ninhadas após o nascimento como acontece com os nossos fiéis amigos cães ou adoráveis gatinhos. Por sua vez, os mamíferos Follow, como o próprio nome indica são bebés seguidores pelo que não largam de vista a sua progenitora durante todo o santo dia seguindo sempre as suas pisadas para onde quer que ela vá.

Os mamíferos CARRY, por sinal, grupo no qual nós, humanos, nos inserimos, (o grupo mais imaturo de todos) nasce com a necessidade fisiológica de ser continuamente carregado (em inglês carry) pelas nossas mamas. Este mecanismo ajuda-nos a obter a regulação e o calorzinho de que precisamos para nos podermos continuar a saudavelmente desenvolver!
E esta hein? Parece que pode estar explicado? A natureza é de fato maravilhosa!
Não virá então já a necessidade de colinho dos nossos genes? Muito provavelmente.

Mais,
Mamãs e papás vale a pena pensar que, neste minúsculo T0 que é a nossa barriguita, os nossos filhotes sempre nos acompanharam de um lado para o outro e foram naturalmente por nós embalados, certo? Porque não continuarem a sê-lo depois de virem cá para fora? Não será agora que continuam a precisar tanto de nós… e nós deles! Principalmente até aos 6 meses de idade o colinho é uma boa forma dos nossos bébocas aprenderem a encontrarem o seu porto seguro! O nosso toque, o nosso cheiro e até os nossos batimentos cardíacos fazem sentirem-se em casa. A sua casa.

Não hesitem, sigam o vosso coração!!! O colinho seja ele de bruços, de costas, cara a cara ou na vertical, proporciona-lhes aconchego, limites, prazer e segurança, acalma-os eficazmente e torna-os uns pequenotes muito mais felizes. E se eles estão bem…. Nós, naturalmente, também!!! Com efeito, de acordo com estudos recentes de neurobiologia do desenvolvimento infantil, o colo nunca parece ser demais, agora o não dar colo implica poder prejudicar gravemente a saúde neurodesenvolvimental futura do bebé.

(Sobre este tema e para os mais curiosos aconselho um livro que é uma delícia da autora Constança Cordeiro Ferreira. “Os bebés também querem dormir”!=!

Não se esqueçam, aproveitem muito esses rebuçadinhos que são os nossos bebés!

fotos:google