terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

SOU PIOR DO QUE OS MIÚDOS! SIM, EU SEI!

Hoje é carnaval. Sim... eu sei. Mas acreditem com o frio que se fez e faz sentir lá fora a folia tem mesmo que ser dentro de casa! E no nosso caso em particular como o piolho mais pequeno está doentito (malditas ites: bronquiolites, conjutivites, gastroenterites...) o carnaval não se fez lá muito sentir por estas bandas a não ser por ter um mini homem-aranha a correr atrás de mim e agarrado às minhas pernas. 

Aproveitei para organizar as minhas coisas que diga-se não é tarefa propriamente fácil com um minorca em casa e ainda por cima rabugentinho. Preparei as consultas e folheei alguns livros o que me sabe sempre tãaaaao bem.

          E sim, sou pior do que os miúdos sabem por quê?

Sou daquelas pessoas que adora ter material novo e "devora" as novidades escolares. Auto-motiva-me a organizar e a planificar. Por aí mais alguém assim.... Cada um com as suas manias, certo?!

As minhas últimas aquisições foram no Jumbo que está com uma coleção fantástica a uns preços espetaculares. Vão lá espreitar!


hoje fala a mãe!
que também é a vossa psicóloga!

domingo, 4 de fevereiro de 2018

PARA TODAS AS "MÁS MÃES" QUE CONHEÇO!

Hoje de manhã enquanto fazia scroll no facebook encontrei um post da Mum´s da Boss acerca de se ser "melhor mãe" e não poderia estar mais de acordo. Escrito de forma simples e clara a coach Magda Dias partilha connosco mensagens extremamente importantes. Para todas as mães em processo de melhoria contínua! 

Ora leiam!

" 1. Sê feliz tu! Primeiro estás tu! Não é egoísmo! Mas se tu estás bem e em equilíbrio, consegues dar mais de ti.


2. Dorme! Alimenta-te bem. Faz algum tipo de exercício ou tem um passatempo (ler, ouvir música, etc).


3. Tem tempo para ti, sozinha. É contigo que vais passar o resto da tua vida. É importante que te dês bem contigo. 


4. Tem tempo para o teu casamento/relação amorosa – daqui a 18 anos, quando o teu filho for fazer a vida dele, não queiras ficar a olhar para o pai dele e a pensar ‘quem é este gajo?’ Namorem! Faz bem e é bom!


5. Muitas vezes aquele comportamento do teu filho é uma fase. E as fases passam. Aceita aquele conselho que todos te dizem ‘Aproveita! Passa rápido! Quando deres por ela, já saíram de casa!’ É difícil mas lembra-te que o tempo não volta para trás.


6. Se é justo e necessário o que vais fazer/pedir então sê firme! Os miúdos precisam dessa firmeza.


7. Ama incondicionalmente. Amar incondicionalmente é amar inteiramente. Não há lugares a ‘Eu não gosto nada de ti quando fazes isto’. Isso chama-se amor condicional. É o inverso.


8. Se não estás a aguentar, também tens o direito de dizer ‘Basta! Já não aguento! Eu não permito isto’ É o teu limite. És humana! És gente!


9. Aprecia a beleza das coisas à tua volta. Já mostraste ao teu filho como uma joaninha é mesmo vermelha? Deixa-te encantar! Imprime no teu corpo, nas tuas memórias e em todos os teus sentidos esses momentos maravilhosos que tu, ele e o teu núcleo duram criam!


10. Não leves a vida tão a sério. Descomplica! Desencuca! Aprende! Vive! Faz e acontece às coisas! Sorri, dizem que é um bom remédio. No final, morremos todos! Queres gastar tempo com porcarias? Mesmo? "

Bom, não é?



a vossa psicóloga!
Encontram-me no 5 Sentidos e no Centro Clínico de Aveiro

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

VÊ AQUI SE O QUE TIVESTE FOI UM ATAQUE DE PÂNICO!

Todos nós já nos sentimos ansiosos. Seja porque vamos ter uma entrevista para um novo trabalho, uma apresentação oral no dia seguinte, porque ouvimos um barulho à noite em casa ou até porque tivemos uma discussão mais séria. 

Perante o perigo real ou muitas vezes imaginário, o nosso corpo reage e faz-nos sentir o coração a bater mais rápido, bem mais rápido (taquicardia).  No entanto, ainda que não haja quem durante toda a sua vida não tenha já tido esta experiência a verdade é que um ataque de pânico é uma coisa bem diferente. Mesmo diferente. Quem já passou por isto, sabe.

Um ataque de pânico é inesperado, súbito e caracteriza-se por um período de intenso medo ou desconforto, no qual quatro ou mais destes sintomas se desenvolvem rapidamente atingindo um pico em ceca de dez minutos.

É "normal" nestas alturas  as pessoas relatarem que sentem:

  1. Falta de ar ou sensação de asfixia;
  2. Sensação de desmaio
  3. Palpitações ou ritmo cardíaco acelerado (taquicardia) 
  4. Tremores
  5. Suores
  6. Náuseas ou desconforto abdominal
  7. Despersonalização ou desrealização (sentir como se não estivesse ali ou se estivesse a ver de fora)
  8. Formigueiros
  9. Ondas de calor ou de frio
  10. Dor ou desconforto no peito
  11. Medo de morrer
  12. Medo de enlouquecer ...

Muito desconfortável e angustiante, não é? 

A verdade é que é uma condição clínica muito frequente razão pela qual não devemos apenas deixar passar o tempo e sim procurar ajuda. Pode tornar-se muito invalidante.

Fica a dica!



a vossa psicóloga,
Encontram-me no 5 Sentidos e no Centro Clínico de Aveiro

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

DISCIPLINA: 6 REGRAS PARA OS MIÚDOS SE PORTAREM BEM!

Todos nós sabemos que educar é uma tarefa exigente e requer muito amor e paciência. Para que tudo corra pelo melhor e os miúdos cooperem mais facilmente connosco há assim "uns pózinhos de perlim-pim-pim" a utilizar. Que são:

- Não prometa aquilo que não pode cumprir;

- Atribua consequências lógicas e não castigos;

- Valorize pequenos progressos;

- Seja constante; 

- Esteja presente;

- Seja o exemplo;

Quando cumprimos aquilo que estipulamos (mesmo que por vezes nos custe!), quando existe uma ligação entre o comportamento e o que a criança recebe a seguir, quando estamos presentes para apoiar e "estar" verdadeiramente bem como quando elogiamos o esforço a mudança comportamental acontece e o nosso dia-a-dia com os mais pequenos é bem mais fácil.

Sem humilhações ou recurso à violência tudo acaba por funcionar melhor.

Fica a dica!


a vossa psicóloga!
Encontram-me no 5 Sentidos e no Centro Clínico de Aveiro.
euelesnosevoces@gmail.com



terça-feira, 9 de janeiro de 2018

EDUCAR SEM BATER! SERÁ ISSO POSSÍVEL?!

Todos nós sabemos que educar é hoje (se calhar sempre foi!) um grande desafio para as famílias. E, embora pareça o contrário, as nossas crianças não nos querem assiiiiiiim tanto "tirar do sério".

Não se chateiem comigo mas a verdade é que Elas, a maioria das vezes, não o fazem "de propósito" como tantas vezes se ouve e quase sempre o seu comportamento deve-se só mesmo à fase de desenvolvimento em que se encontram. Nada + do que isso.

Eu sei que numa cultura em que o respeito quase que pressupõe ter medo e educar sem bater parece uma miragem pode não ser fácil perceber mas sim, é possível. É isso que preconiza o modelo da Parentalidade e Educação Positiva da coach Magda Dias. A bem dizer se não precisamos de ser permissivos para educar também não necessitamos de educar com recurso à palmada e à humilhação. Existem outras formas. So true!  

Ouvimos muito falar em Parentalidade e Educação positiva e isso traduzido por "miúdos" será na verdade o quê?

Segundo esta filosofia na qual está presente o respeito mútuo, o vínculo, a parentalidade pró-ativa, a liderança empática e educar sem punir, parte-se do pressuposto que as nossas crianças devem crescer seguras emocional e fisicamente num contexto de afetos, onde os pais enquanto agentes educativos respeitam o ritmo de desenvolvimento da criança. Assim ao compreenderem o que acontece em cada etapa do neurodesenvolvimento é mais fácil gerir os diferentes tipos de comportamento (deles e consequentemente, o nosso!), pois quando sei que os pequenotes deitam os brinquedos ao chão porque faz parte do processo de exploração e não querer comer é típico da fase dos dois anos mais facilmente me auto-regulo e me controlo. Da mesma forma quando tenho presente qual o meu papel enquanto educador sou firme e consistente e não cedo só para que a birra não aumente. 

Logo, educo sem bater quando:

- sou contingente na minha resposta comportamental e emocional;
- trabalho a relação diariamente com os meus filhos - o que promove a cooperação;
- não cedo perante chantagem ou manipulação;
- conheço as diferentes fases do desenvolvimento;
- ensino e modelo estratégias de inteligência emocional!


a vossa psicóloga!
euelesnosevoces@gmail.com
Encontram-me no 5 Sentidos e no Centro Clínico de Aveiro!



domingo, 7 de janeiro de 2018

PAIS CONSCIENTES - FILHOS FELIZES!

Espero que se encontrem bem e cheios de energia para driblar as situações mais desafiantes aí por casa! ;) Hoje a psicóloga Cátia Morais da equipa que coordeno no 5 Sentidos - Espaço de Reabilitação e Intervenção Psicoeducacional, traz-nos uma sugestão de livro sobre o exercício da parentalidade! Conhecem?

Espreitem as ideias que ela partilha connosco!

Até já!

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Arriscaria dizer que quase a totalidade dos pais que recebemos em consulta clínica apontam como principal handicap do seu "desempenho parental" a ausência de TEMPO... Quase sempre se encontram presentes expressões como:

“Se eu tivesse mais tempo... 
“O problema é que não tenho tempo.
“As exigências do dia-a-dia são demasiadas e não sobra tempo.

É bem verdade que o corre-corre dos nossos dias não nos facilita o desdobramento entre os papéis de trabalhadores, pais, amigos, homens/mulheres. Ainda é mais verdade que desempenhar todos estes papeis com a “perfeição” que almejamos torna a tarefa ainda mais complexa.

Mas será que usamos bem o TEMPO que temos??

Será mais relevante aproveitar o tempo para nos irritarmos com o nosso filho que pintou a mesa com lápis de cera ou aproveitarmos esse mesmo tempo para apreciar o maravilhoso desenho que eles nos ofereceu (pelo menos aos olhos dos pais ;-) )?? Temos tantas situações destas no nosso dia-a-dia, verdade ou não?

“Pais Conscientes... Filhos Felizes” é, como Daniel Goleman refere, um essencial manual de inteligência emocional para os pais. Alicerçado na terapia mindfulness, que preconiza a vivência do momento presente, este livro mostra com descrições reais e atividades práticas o papel da atenção plena no exercício de uma parentalidade consciente e recheada de ternura e afetos.

O novo ano está aí e podemos fazer melhor!!!

Vamos a isso? Fica a dica!


a vossa psicóloga
euelesnosevoces@gmail.com
colaboração: Cátia Morais - Psicóloga  Equipa 5 Sentidos

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

NÃO ESTRAGUES O TEU FILHO! PLEASE!

Hoje durante as consultas da tarde estive com alguns pequenotes com capacidades cognitivas médias mas com um comportamento verbal e não verbal "tão mas tão infantil" que não pude deixar de partilhar com os pais. Pareciam bem ter menos dois ou três anos do que a sua idade cronológica real... e sabem o que me assusta... é que tal devia-se em grande parte à sobreproteção excessiva que tinham em casa.


  • Miúdos que frequentemente lhe dão comida à boca.
  • Miúdos que de manhã não se vestem sozinhos.
  • Miúdos que lhe lavam os dentes.
  • Miúdos que lhe fazem a cama....


Tarefas que não são minimamente supostas na fase de desenvolvimento em que se encontram!

Temos agora:


  • Miúdos que agridem verbal e fisicamente os familiares mais próximos. 
  • Miúdos que chamam nomes, insultam, dão pontapés e desafiam constantemente.  
  • Miúdos que vêem todas as suas vontades satisfeitas mas que depois não sentem segurança e vivem perdidos nos seus medos e angústias aprendendo que não são capazes de atingir nada.
  • Miúdos que vão crescer a achar que podem ter tudo.
  • Miúdos que não são bem sucedidos na escola porque não estão com atenção concentrando-se antes em destabilizar.
  • Miúdos que têm dificuldade em ter amigos.
  • Miúdos, no fundo, infelizes.

Não podemos generalizar e não dúvido que todos à sua volta tenham a melhor das intenções mas a verdade é que estão a comprometer seriamente o futuro destas crianças.

Ainda bem que procuraram ajuda.

Partilho com vocês a entrevista do colega Javier Urra acerca deste tema.



a vossa psicóloga!
euelesnosevocês@gmail.com

Fonte de imagem: google