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sábado, 23 de julho de 2016

Praia... quando Eles têm medo!

Nesta altura do ano é muito comum ouvirmos os pais dizerem que os seus pequenotes não gostam da areia ou da água do mar. Que têm medo. Muitos deles mal põe o pézito fora da toalha começam logo a chorar ou a sacudir-se agarrando-se com fervor às pernas dos pais. Nãaaao querooooo!!!! Eles barafustam e nós, pais, pensamos: isto não me está a acontecer. Mas, a verdade é que, situações destas são frequentes e de certo modo normais (dependendo da idade e intensidade), pois os medos vão se alterando à medida em que eles também crescem, sendo que quanto mais pequena for a criança mais ela aprende pelos órgãos dos sentidos.

Por isso e sem alarmes, no caso dos pequenotes apresentarem medo da areia ou da água do mar o que devemos fazer em qualquer uma das situações é:

- Não desvalorizar o medo;
- Escutá-los verdadeiramente e tentar perceber a razão do seu receio;
- Explicar-lhes de forma racional e simples que aquilo de que têm medo não vai acontecer;
- Procurar dessensibilizá-los/expô-los devagarinho (ex. brincar na toalha e ir só até à areia molhada, de seguida ir apenas buscar um bocadinho de água no balde, depois molhar os dedos dos pés, apanhar conchas e assim sucessivamente);
- Mostrar-lhes com exemplos que aquilo que eles temem que aconteça não sucede;
- Procurar livros ou filmes com uma mensagem positiva sobre esta temática;
- Criar momentos divertidos nestas alturas;
- Mostrar-lhes que está ali com eles para os/as ajudar;
- Dar-lhes tempo! Quantas vezes o nosso tempo não é o d`Eles!

Com efeito se nós adultos lidarmos com calma, sem pressas nem pressões ("vês o Tomás não chora como tu!...") e formos dessensibilizando, o medo específico da areia e do mar, normalmente este último em idades mais pequenas relacionado com o som produzido, desaparece à medida em que a criança se sente mais segura e confiante.

Bons mergulhos!



terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Quando a escola (é) um problema!

Hoje foi dia de regressar. Devagarinho!
À minha espera um pequenote de quatro anos e uma mãe preocupada em fazer com que ele seja feliz!
A ingrata tarefa que nós pais carregamos cada vez mais às costas, mas que, na verdade, não é nossa e tão somente deles.
O que preocupava era a escola.
O M. recusa-se todas as manhãs em vestir-se, calçar-se... no fundo em cooperar para ir para a escolinha...
e, quando já se encontra lá as lágrimas jorram-lhe dos olhos que não quer ficar.
... as birras apareceram aos magotes e a vontade de não largar a mãe também teima em não ir embora.
Á partida uma questão de adaptação, diríamos, mas, quando olhamos com olhos de ver e escutamos em plenitude percebemos que a verdade vai mais longe... bem mais longe do que isso.
...o medo de não ser aceite, de não ser suficientemente bom, de não ser escolhido, de não ter uma casa com piscina, de... de... de...
é verdade,
com apenas quatro pequenos anos!
Vale a pena pensarmos nisto!

|depois de uma expressão fechada e inexpressiva... um sorriso que me fez ganhar o dia!|
|vai descobrir que tem um super-homem dentro dele|