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segunda-feira, 30 de abril de 2018

"FICO NERVOSA... QUERO DORMIR E NÃO CONSIGO"! 9 DICAS PARA MELHORARES O TEU SONO!

Hoje uma paciente contava-me na sessão que gostava de adormecer mais facilmente e que normalmente não consegue. Sente-se ansiosa, dá voltas e voltas e o sono tarda em vir. De fato, esta é uma dificuldade muito frequente na vida dos portuguesas e extremamente invalidante pois ao outro dia:
- "estamos de rastos, com a capacidade de atenção/concentração alterada e o humor, claro está, muito mas muito irritável". Assim e porque uma noite reparadora é fundamental para uma boa qualidade de vida e para relações intra e interpessoais mais felizes partilho com vocês algumas dicas para terem noites mais tranquilas. ;)

  1. Esforce-se por se deitar mais ao menos à mesma hora - estabeleça uma rotina;
  2. Evite adormecer no sofá - interromper os ciclos de sono aumenta a probabilidade dos distúrbios de sono ocorrerem;
  3. Não faça outras tarefas que não dormir na cama (ex. comer, ver televisão, ler) - somos um animal de hábitos;
  4. Evite tomar estimulantes à noite (chá preto, café, coca-cola...);
  5. Meia-hora antes de se deitar não pratique exercício físico;
  6. Não permaneça mais de meia hora na cama sem dormir - normalmente quando isto acontece temos pensamentos que ativam o nosso sistema nervoso central e nos deixam mais alerta, tais como: - "já são estas horas e ainda não adormeci... ou: ainda só passou este tempo";
  7. Tome um banho relaxante;
  8. Torne o quarto um lugar agradável em termos de luminosidade, ruído e temperatura; 
  9. Faça refeições mais leves;
Ficam as dicas!

*cada um de nós tem um ritmo diferente portanto o que funciona com um pode não resultar necessariamente com outro. Descubra o que resulta consigo!

Partilhe!



a vossa psicóloga,
Encontram-me no 5 Sentidos e no Centro Clínico de Aveiro!

sexta-feira, 16 de março de 2018

DIÁRIO DE UMA PSICÓLOGA! ESTA SEXTA FOI ASSIM! BYE BYE ANSIEDADE!

Às sextas, como já partilhei com vocês em posts anteriores as consultas são em Aveiro, mais propriamente no Centro Clínico! 

Hoje não foi excepção e de manhã bem cedinho saí de casa para ir ao encontro desta terra à beira-mar que gosto taaaaanto! Esperava-me um dia em cheio, repleto de consultas desde adultos a adolescentes e a mais uns quantos pequenotes. 

Numa das sessões vi com uma paciente esta reflexão que agora partilho com vocês. Espero ajudar. De facto cada vez mais crianças, jovens e adultos sentem ansiedade clinicamente significativa o que é preocupante.

Vamos lá colocar estas emoções no lugar delas!

É bom quando elas cuidam de nós e nos protegem e não quando nos enganam e/ou ameaçam!

Fica a dica!






a vossa psicóloga,
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euelesnosevoces@gmail.com


* O Livro das pequenas revoluções - Elsa Punset

terça-feira, 31 de outubro de 2017

COISAS BOAS A ACONTECEREM! EU & ELA



Espero que estejam bem e tão entusiasmados quanto eu! ;) Como vos tinha dito num post anterior o blogue está a mudar e novos projetos estão entretanto a acontecer. Um deles, e porque gostava de vos disponibilizar mais conteúdos científicos e técnicos de extrema importância para o nosso dia-a-dia, é o de ter no blogue técnicos "residentes" da área da psicologia, da terapia da fala, da psicomotricidade, da pediatria... a esclarecerem todas as nossas/vossas dúvidas... aqueles quês que nos preocupam taannnto!!! Foi assim que desafiei a equipa que coordeno - o 5 Sentidos a participar neste novo conteúdo e bom bom foi que Eles, para muito orgulho meu, aceitaram! 

Neste sentido gostava de vos apresentar a Cátia Morais - Psicóloga Clínica na equipa do 5 Sentidos e o meu braço direito e da Tê - minha amiga e sócia há longos anos - brevemente vou vos falar mais dela e de como em conjunto fundamos o nosso espaço!.

Pois bem,  a Cátia irá não só colaborar no blogue no sentido da partilha de conhecimentos técnicos úteis e atualizados como também irá contribuir ao nível do lifestyle para nos inspirarmos cada vez mais a sermos pessoas mais felizes e equilibradas. Que bom que Ela alinhou comigo! Na verdade o euelesnósevocês tem como objetivo falar de mim  enquanto mãe, mulher e psicóloga, D`Eles (dos meus filhos, dos técnicos, de temas que nos interessam...), de Nós (da minha família e de coisas que me inspiram) e de Vocês!!! 

Maravilhoso, não é?

Para que possam então conhecê-la melhor vou falar-vos um bocadinho dela:

Ora espreitem:

Nome: Cátia Morais
Idade: 27 anos
Profissão: Psicóloga Clínica 5 Sentidos - Mestre em Psicologia Clínica Cognitivo-Comportamental
Motivação para ter seguido Psicologia: Interesse pela mente humana e pelos diferentes tipo de comportamento
Caso até agora mais difícil: Perturbação obsessiva em comorbilidade com pertubação de pânico 
O que não gosta mesmo nada: atrasos e "perder o controle"!!!
O que a apaixona: as amizades verdadeiras, os pequenos prazeres do dia-a-dia que nos dão tanta felicidade e sim, claro, os seus cães!

Fiquem por aí! Coisas boas estão a acontecer!


Eu & Ela!




quarta-feira, 26 de julho de 2017

5 DICAS PARA REDUZIR O STRESS!

Todos nós, de uma forma ou de outra, nalguma altura do nosso dia nos podemos sentir stressados. Podemos sentir que temos muita coisa para fazer ou com que lidar e poucos recursos para lidar com a situação. Por esta razão hoje partilho com vocês algumas ideias simples mas que nos podem orientar e tranquilizar no nosso dia-a-dia ...
  1. Mantêm o foco. Concentra-te no que queres fazer e no que pretendes alcançar. O sucesso vem.
  2. Se chegamos até ao momento presente é porque superamos as dificuldades e os desafios do passado; Fica contente com isso.
  3. Nada é para sempre. Tudo é temporário; Mesmo as tempestades darão lugar a um dia melhor.
  4. Aceita o que não podes mudar;
  5. Não existem boas ou más decisões: apenas decisões e em todas as circunstâncias devemos retirar o que aprendemos em termos de crescimento pessoal. Este desafio ensinou-me que... 
Bom dia!

a vossa psicóloga!
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quinta-feira, 8 de junho de 2017

HÁBITOS PSICOLÓGICOS SAUDÁVEIS: TOP 10

Hoje, numa das minhas pesquisas diárias, encontrei uma imagem sobre os 10 hábitos psicológicos mais saudáveis. Como é coisa boa tinha que partilhar, ;)
Aqui vai:

  1. Praticar o perdão;
  2. Ser grato;
  3. Cultivar a auto-estima;
  4. Cultivar bons relacionamentos;
  5. Ser empático;
  6. Ser autoconfiante;
  7. Cultivar o bom humor;
  8. Ser assertivo;
  9. Ter equilíbrio emocional;
  10. Ser flexível;
Vamos a isto?


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quarta-feira, 17 de maio de 2017

GOSTAVAM DE SE MOTIVAR MAIS NO TRABALHO! ESTE POST É PARA VOCÊS! 7 BOAS DICAS

Ouvimos tantas vezes as pessoas dizerem que estão desmotivadas no trabalho, que gostavam de ser mais produtivas, de construírem melhores relações e que, no fundo, gostavam que as coisas corressem melhor e tudo fosse mais leve. 

Mas pensem... se é tão difícil e um processo inúmeras vezes com avanços e recuos alterarmos um determinado comportamento em nós, imaginem nos outros. Claro que existem determinados factores extrínsecos que podem facilitar ou dificultar o nosso envolvimento na tarefa mas a verdade a bem dizer é que nada melhor do que conscientemente nos esforçarmos por trabalhar a nossa motivação ... a motivação intrínseca. 

Ouviram ou não já dizer que a motivação vem de dentro e que é em nós que está a verdadeira chave da mudança.

Pois bem, é por exatamente vos querer ajudar a sentirem-se mais motivados com aquilo que fazem (ainda que a natureza da tarefa e o seu grau de dificuldade possa influenciar em muito a nossa motivação) que partilho com vocês estas dicas.

Experimentem e depois venham cá contar-me tudo!

A Saber:

  1. - Cuidem de vocês - a felicidade nota-se e influencia positivamente tudo o que nos rodeia;
  2. - Relacionem-se com pessoas otimistas e positivas - a felicidade é contagiante;
  3. - Definam os vossos objetivos e partilhem com alguém da vossa confiança - temos tendência a efetivar a mudança comportamental e a motivar-nos para a ação quando assumimos um compromisso connosco e com alguém que nos é significativo;
  4. - Mantenham o foco -  é importante concentrarmo-nos nos pequenos passos que vamos dando e não só na meta em si pois os resultados intermédios dão-nos feedback importante;
  5. - Tenha um mentor - alguém que o inspire a diariamente se esforçar por ser melhor;
  6. - Conheça verdadeiramente a tarefa em questão e pondere os riscos;
  7. -  Em situações particulares de desafio imagine como a pessoa x se comportaria;
Hoje foi assim o workshop sobre Motivação em Contexto Laboral no Instituto Politécnico da Guarda. Grata por um grupo tão participativo e bem-disposto!


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segunda-feira, 15 de maio de 2017

O SEGREDO DAS FAMÍLIAS FELIZES! 7 IMPORTANTES DICAS


Comemora-se hoje o Dia Internacional da Família e nada melhor do que termos presente o que as famílias felizes fazem para se sentirem bem. O que acham? :)

Sabiam que segundo os estudos as famílias felizes:

- estão mesmo presentes;
- aceitam-se;
- são mais pacientes uns com os outros;
- respondem às necessidades de todos e de cada um;
- dão o exemplo;
- têm fé uns nos outros;

e uma de que eu gosto muito...

- deitam-se com as pazes feitas!

Bom não é?

A celebração deste dia serve assim para nos lembrar da importância da família na estrutura da educação e do núcleo familiar; para alertar a sociedade para a importância da família como o núcleo vital da sociedade; para frisar os direitos e as responsabilidades do sistema familiar; para reforçar os laços de amor e união, entre muitos outros aspectos.


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quinta-feira, 4 de maio de 2017

UMA QUESTÃO DE AMOR. OU DESAMOR. #TESTEMUNHO 1


Lancei o desafio a uma das minhas pacientes para escrever sobre si e o amor. A dor de quem se reergue depois do sonho da família ter, no momento, adquirido outro sentido e outro significado.
Foi este o resultado. Obrigada C. pela partilha.
Muito grata.
Que nos ajude a redefinir o nosso valor pessoal e a olhar para a vida de uma outra perspetiva.

_ _ _ _ _ _

"Quem sou?!
Quando me desafiaram para partilhar “quem sou” senti-me incapaz.

A primeira resposta é: não sei! Não me lembro de quem sou. Perdi-me há muito tempo. Vejo nas fotografias antigas uma criança sorridente, uma adolescente sorridente, uma adulta sorridente, mas parecem retratos de outro alguém. Sei que sou eu, porque me dizem que sou eu. Mas eu não sei que sou eu.

Não sei quem sou.

Perdi-me nos dias iguais, e nas vontades dos outros. O passado parece uma névoa e o presente parece um trapo velho, sujo e enrugado sem um único pedaço limpo. O futuro… o futuro esse é um buraco negro tenebroso que teima em puxar-me para lá.

Os dias são passados entre a obrigação de levantar, tratar dos filhos, trabalhar, voltar para casa, tratar dos filhos, dormir, levantar, tratar dos filhos, trabalhar, voltar para casa….

Houve um tempo em que o futuro pareceu luminoso. Um tempo em que o presente era um PRESENTE. Um diamante brilhante. Desse presente nasceu uma princesa. O presente mais inesperado, mais desejado. Também há uma fotografia desse dia. Também mal me reconheço nessa fotografia. Também me perdi dessa pessoa. A luz foi-se. Extinguiu-se com um “não quero mais". "Não gosto de ti". "Vou-me embora”. Escrevo isto e também não me reconheço. 

EU não entrego o meu ser assim nas mãos de ninguém! Eu não dou esse poder a ninguém! Mas dei… e ele foi. E eu fiquei…. Inerte, seca e vazia de mim…. Filhos, trabalho, casa, filhos, casa, trabalho…. 

Eu não sei quem sou.
Não sei onde estou.
Ainda estou nos braços dele. Nos beijos dele. No amor dele.

Às vezes sou personagem de uma película do cinema mudo. Personagem a quem mudaram o cenário e grita: EU NÃO SOU DAQUI.

Não é este o meu cenário. O meu cenário é brilhante. No meu cenário os filhos, o trabalho, a casa são mais leves. No meu cenário há tempo para o amor. O meu cenário é a cores. Não este triste cinzento. 

No meu cenário o meu amor fica…

Perdi o meu amor e perdi-me de mim. 
Não sei se antes me perdi ou se antes o perdi."


20.3.2017"


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quarta-feira, 3 de maio de 2017

QUANDO LHES DIZEMOS ACALMA-TE E ELES AINDA SE DESCONTROLAM MAIS!! 9 DICAS!

Muitas vezes quando os miúdos estão a fazer birra ou têm dificuldade em lidar com emoções mais intensas temos tendência para lhes pedir que se acalmem. Contudo, normalmente não costuma resultar senão mesmo agravar mais a tensão já sentida naquela situação. 

Partilho com vocês algumas alternativas ... ora experimentem!
  1. Estou a ver que estás com alguma dificuldade. Deixa-me ajudar-te;
  2. Leva o teu tempo - respira fundo;
  3. Se quiseres apertar alguma coisa, aperta esta bola ou a minha mão;
  4. Realmente esta situação pode ser muito frustrante vamos ver os dois como podemos fazer;
  5. Estou a ver que estás mesmo chateado, como fica o teu corpo quando te sentes assim?
  6. Conta lá até 10;
  7. Que tal um abraço?
  8. Vamos focar-nos em resolver o problema em conjunto?
  9. Estou a ver que te estás a sentir triste, queres-me falar um bocadinho sobre isso?


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terça-feira, 2 de maio de 2017

NÃO ACONTECE SÓ NA VOSSA VIDA. NA MINHA TAMBÉM!

A maioria das vezes desiludimo-nos não com aquilo que realmente acontece mas como o que imaginamos que iria acontecer.
As nossas expetativas acerca dos diferentes acontecimentos trazem-nos angústia e tantas outras vezes ansiedade. Nunca é demais recordar.
Life... What I planned.... What Happened.



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sexta-feira, 21 de abril de 2017

NÃO SOU UM FRASCO DE NUTELLA! ... MAS PODIA SER!

É assustador perceber a quantidade de decisões que se adiam pela opinião que julgamos que os outros têm de nós. A influência da pressão social por cada um de nós percebida tem um impacto enorme quer no desenvolvimento do nosso self quer nas relações que estabelecemos uns com os outros. É por ouvir tantas vezes nas consultas: "eu acho que os outros acham..." que assim em jeito de brincadeira gostei tanto desta imagem...

Nada melhor do que o humor para tornar a vida mais leve. Verdade ou não?!

Não se esqueçam que o que os outros dizem ou pensam de nós é apenas uma visão construída a partir da história Deles e  pode ou não estar focada/sintonizada com o que realmente somos!  




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terça-feira, 18 de abril de 2017

HOJE FOI ASSIM. DIÁRIO DE UMA PSICÓLOGA #7 SERÁ QUE VOU MORRER?


Depois de alguns dias de descanso foi hora de regressar ao trabalho. É tão bom e gosto tanto. Quando temos oportunidade de fazer aquilo de que gostamos com paixão e empenho parece que tudo corre sobre rodas. Também sentem isso? Espero que sim. :)

Hoje gostava de vos falar de um assunto que traz muitos adultos e alguns jovens à consulta de psicologia clínica. A Perturbação de Pânico. Já ouviram falar? Pois é, esta vivência de ansiedade excessiva causa uma angustia enorme e tem um impacto muito negativo em algumas vidas e em alguns lares. Fruto normalmente de uma interpretação catastrófica de uma sensação física muitos de nós sentem-se assustados e acreditam que podem morrer, enlouquecer ou até quem sabe... perder os sentidos.

Costumam descrever que "têm uma crise" e que sentem alguns destes sintomas:
  • Suores
  • Taquicardia
  • Sensação de desmaio
  • Dores abdominais
  • Tremuras
  • Sensação de falta de ar
  • Náuseas
  • Desconforto no peito
e têm muito medo.... mesmo muito medo, de de ter outra crise semelhante à que tiveram, razão pela qual inúmeras vezes começam a evitar determinados sítios com receio de estes serem "perigosos" ou de não terem quem os possa socorrer em caso de aflição (agorofobia). 

Acreditem, um Ataque de Pânico é das experiências mais desconfortáveis que se podem ter. Se se identificarem com alguma situação descrita ou conhecerem alguém com alguns destes sintomas, procurem ajuda especializada. A solução existe e muitas vezes está bem mais perto do que podemos pensar. Em nós!

Hoje esta foi a problemática de uma das "nossas" sessões.  É bom ver a mudança acontecer!

Critérios diagnósticos para a Perturbação de Pânico:
"Para o diagnóstico, exige-se a presença de ataques de pânico, recorrentes e inesperados, bem como o facto de pelo menos um desses ataques de pânico ter sido seguido de um mês (ou mais) de uma ou mais das seguintes características:
  • Preocupação persistente com a possibilidade de ter novo ataque
  • Preocupação relativamente às implicações ou consequências do(s) ataque(s) de pânico (exemplo: perda de controlo, ter um ataque cardíaco, enlouquecer)
  • Uma modificação significativa no comportamento relacionado com os ataques de pânico
Além disso, os ataques de pânico não se podem dever aos efeitos fisiológicos diretos de uma substância ou a uma situação médica. Também se exclui um diagnóstico de perturbação do pânico quando a sintomatologia é melhor enquadrada noutra perturbação da ansiedade."
(informação retirada da Oficina de Psicologia)


Espero ter ajudado!







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segunda-feira, 3 de abril de 2017

SIM. É ASSIM QUE TAMBÉM ME MOTIVO! 5 DICAS IMPERDÍVEIS!


Abril chegou! Não é que veio a voar?. Não sei o que vocês sentiram mas a mim pareceu-me acontecer tudo muito depressa de Dezembro até aqui. Não é que eu não goste deste lufa-lufa pois significa que estive sempre ocupada com as coisas que me dão mais prazer, mas faz-me também pensar no que nos tínhamos prometido alcançar com as resoluções de ano novo e em que pé é que estamos. Será que estamos no caminho? Continuaremos com a mesma energia e com os mesmos propósitos ou é tempo de alinhar e mudar a direção do nosso leme?. Uma coisa é certa, espero que como eu, estejam cheios de vontade de continuarem a ser a vossa melhor versão! E é neste exercício de motivação contínua e porque quem me conhece sabe que adoro canetas e agendinhas, blocos e super papers, que conheci a Power Babes collection uma marca portuguesa (como eu tanto gosto) cheia de qualidade e originalidade. Mesmo. Personalizada até ao mais ínfimo pormenor. E melhor: ajuda-nos a conseguir aquilo que nos propomos de forma organizada, sistematizada e super cute o que nós mulheres – diga-se - tão bem percebemos e precisamos! Se não conhecem, espreitem aqui!

De forma simples e indo ao encontro do que tantas vezes explico ou peço nas sessões terapêuticas a Marta convida-nos a escrever os nossos objetivos e irmos periodicamente avaliando o passo em que estamos na direção dos nossos sonhos. Ajuda-nos através das suas criações a alinhar propósitos e a conseguir atingir mais eficientemente o sucesso.

Como sou cada vez mais uma fã incondicional da simplicidade e da organização motivacional tive o privilégio de receber cá em casa um planner e não poderia ter corrido melhor. Com um organizador para cinco semanas – até porque para um hábito se efetivar no nosso repertório comportamental são necessários 21 dias – somos desfiados, ao nosso ritmo, a refletir sobre o que nos propusemos até porque “os momentos mais desafiantes da nossa vida, por vezes (ou quase sempre, diria eu) são catalisadores de mudança”.

Do pormenor dos laços que abraçam a encomenda às frases motivacionais e às cores/padrões escolhidos tudo nos produtos da Power Babes é mágico e delicioso. Se não acreditam deem vocês mesmo uma olhadela. É tempo de dar asas à imaginação e continuar a persistir na nossa felicidade até porque como diz Earl Nightingale…  somos aquilo em que acreditamos. 

“Let your dreams set sail!”

Completamente apaixonada.
_ _ _ _ _ _ _  _ _

Partilho como vocês algumas dicas para mim fundamentais neste processo. Espero que sejam úteis.

  1. ·         Tenha sonhos e estabeleça metas;
  2. ·         Acredite em si;
  3. ·         Aprenda com os erros e não desista de lutar;
  4. ·         Faça atividades que o deixam feliz e esforce-se por pensar positivo;
  5. ·      Reflita periodicamente onde está e o que quer alcançar e não se esqueça de celebrar os seus sucessos;




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quarta-feira, 15 de março de 2017

11 DICAS PARA VIAJAR COM OS MIÚDOS SEM STRESS

Andar de avião com os miúdos não tem necessariamente que ser um problema. A sério, a menos que exista um medo excessivo de fazer esta viagem ... e aí as estratégias são um bocadinho diferentes, num outro post falo-vos sobre isso. Pode ser?!

Quando existe apenas alguma apreensão e curiosidade a viagem pode ser bem tranquila. De verdade.

A nossa viagem à Eurodisney foi a primeira viagem do nosso J.A. e correu muito bem. Bastante bem mesmo. Para que isso acontecesse tivemos alguns cuidados que partilhamos com vocês, ora vejam….

Durante a viagem....
  1.   Não transparecermos a nossa ansiedade pela possibilidade de algo poder vir a correr menos bem - manter e transparecer calma;
  2. Explicar-lhes com paciência tudo o que vai acontecer. A previsibilidade gera segurança e ajuda-os a organizarem-se emocionalmente. Mesmo!
  3. Levar uma mochila com brinquedos divertidos e pouco barulhentos (livros para pintar, canetas de colorir, dominó, jogos de cartas, Mp3…);
  4.  Levar algo para mastigar durante a descolagem e a aterragem (não esquecer de explicar que os ouvidos podem ficar com alguma pressãozinha. Brincar às caretas dá uma enorme ajuda!! Quando são bebés convém lhes darmos alguma coisa para beber).
  5. Durante o voo explicar o que vem a seguir: hora de colocar o cinto, hora da refeição, hora de aterrar. Fazer sempre da viagem uma experiência positiva e divertida!!!
  6. Levar um boneco especial;
  7. Reconhecer o bom comportamento durante a viagem.
  8. Certificarmo-nos que temos todos os documentos necessários.
  9. Claro... levar roupa confortável!!!

Antes da viagem propriamente dita ...

  1. Levar o/a pequenote ao pediatra ou viajar se possível sem nenhum situação clínica associada.
  2. Preferir voos noturnos caso a viagem seja mais longa para evitar grandes birras e aborrecimentos.

Na verdade... a solução passa pelo planeamento e pela organização.


Bom voo! 
Vai tudo certamente correr bem!


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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

TENHO MEDOOOOOO! DICAS PARA OS AJUDAR A SUPERAR!

Muitos pais vêm ter comigo porque os seus filhotes têm medo. Após a avaliação inicial percebemos que uns... preenchem os critérios diagnóstico para perturbação de ansiedade/fobia, outros, têm apenas um medo normativo para a sua idade cronológica. Em qualquer das situações é importante percebermos o nível de intensidade e o impacto que este medo tem na vida das crianças e das suas famílias.
Partilho com vocês algumas dicas que podem ajudar!


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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

DÉFICE DE ATENÇÃO OU APENAS DISTRAÇÃO?


Muitos dos pedidos de consulta prendem-se com queixas de desatenção. "É distraído, não ouve o que se lhe diz,..., parece que não está lá..., está sempre no mundo da lua"... 

É frequente chegarem-me pais preocupados porque não sabem se o seu filho é na verdade distraído ou tem défice de atenção. A medo, procuram ajuda ou fazem-no porque as queixas em contexto escolar sucedem-se e já não sabem mais o que fazer. Pensavam que como o tempo tudo passava  mas nalguns casos, não, não passou. Nem podia, pois por detrás de um verdadeiro défice de atenção existem alterações na dopamina e na noradrenalina.

Então, quando temos um verdadeiro défice de atenção?

Nem todas as crianças têm défice de atenção. Algumas são apenas crianças e... distraídas. O verdadeiro défice de atenção é bem mais do que apenas distração. Daí que seja importante percebermos que o défice de atenção corresponde àquela criança ter frequentemente e em diferentes contextos períodos curtos de atenção e, normalmente, uma impulsividade ou agitação psicomotora marcada para a sua idade o que faz com que não consiga levar até ao fim as tarefas ou as faça com elevado prejuízo. Nestes casos é comum ouvirmos: "salta de tarefa em tarefa, não faz nada até ao fim... para terminar os trabalhos só a chicote..."

hum... sendo assim então quem tem défice de atenção tem sempre hiperatividade?

Não. O défice de atenção pode estar ou não associado à hiperatividade pois às vezes é mesmo e só défice de atenção.  Nestes casos costumamos dizer que estamos perante um défice de atenção não sindromático isto é não se encontra relacionado com outra perturbação.

Apesar de poder também atingir os adultos é mais comum na idade infantil e no sexo masculino afetando cerca de 10% das crianças em idade escolar. E, quase sempre as primeiras manifestações começam a aparecer antes dos 4 anos de idade... Sim, antes dos quatros anos...na idade pré-escolar - daí a importância significativa dos educadores no conhecimento e no despiste deste quadro.

Deve-se a quê, perguntam vocês? Quais as causas?

Do que se sabe o défice de atenção é hereditário isto é quase sempre o pai ou a mãe têm défice de atenção podendo também ser causado por anomalias nos neurotransmissores cerebrais. Claro que o meio ambiente, o nosso contexto familiar potencia ou minimiza esta influencia.

Para que o impacto na vida da criança e na sua autoestima seja menor é ideal fazer-se a avaliação e caso o diagnóstico se confirme a intervenção medicamentosa e comportamental pois os riscos da não intervenção são imensos. Não só para a  família mas sobretudo para a criança que na idade escolar pode encontrar-se associado à ansiedade, dificuldades de aprendizagem, aos problemas de comportamento e na adolescência a consumos, agressividade e/ou depressão.


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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

QUANDO AS PESSOAS NOS METEM MEDO!

Numa análise rápida poderíamos pensar que o mote atribuído a este artigo tem algo de descabido. Ter medo de pessoas iguais a nós? Receio de indivíduos que pertencem à mesma espécie? Não, nem pensar. Medo é para sentirmos quando avistamos uma cobra ou quando um cão nos mostra um ar ameaçador. 

Na verdade sentimos sim, inúmeras vezes, receio de pessoas, medo relativamente aquilo que elas pensarão de nós e receio de fazer as coisas mal e nos colocar “a jeito” para receber comentários ou opiniões menos positivas. A este medo chamamos ansiedade social. 

Quando procuramos a sua origem nas prestativas evolutivas verificamos que tem por base as hierarquias de dominância-submissão, ou seja, de comparação social (Gilbert & Trower, 2001; Marshall, 1994). Efetivamente a resposta de ansiedade está relacionada com a integração do indivíduo no grupo, levando a que este se mantenha preocupado acerca da forma como os seus comportamentos, discurso e/ou aparência terão impacto nos outros (Gilbert, 2001). 

Como qualquer resposta de ansiedade verificamos aspetos positivas neste mecanismo automaticamente desencadeado, porém, quando a ansiedade toma proporções exageradas, leva a interferência no funcionamento habitual do sujeito e experiências prolongadas de grande desconforto e desgaste emocional (Cunha, Pinto Gouveia, & Soares, 2007). Assim, a ansiedade social adaptativa e funcional distingue-se da perturbação de ansiedade social (PAS), em termos das suas manifestações, ou seja, em termos da frequência e intensidade com que sujeitos experienciam os sintomas de ansiedade (Kearney & Drake, 2002).

De acordo com os critérios do DSM-5 a PAS caracteriza-se como um medo intenso e duradouro de uma ou mais situações de sociais e de desempenho em que o sujeito se encontra exposto à observação dos outros e experiencia o medo de se comportar de forma humilhante ou embaraçosa. A ansiedade sentida não é proporcional à ameaça real e as situações sociais e de desempenho são evitadas ou enfrentadas com grande mal-estar. A perturbação de ansiedade social só é diagnosticada quando a ansiedade se torna tão intensa e generalizada que causa um sofrimento significativo ou prejudica a capacidade de funcionamento do indivíduo. 

Esta perturbação afeta quer crianças e adolescentes como adultos. No primeiro caso são frequentes as recusas em ler em voz alta perante a turma, realizar exercícios no quadro, apresentar oralmente um livro à turma e realizar qualquer exercício quando está perante o olhar atento da professora. Em contexto social verifica-se um predominante isolamento e dificuldades pelo estabelecimento de relações com colegas e tentativas constantes para passar o mais despercebido possível.  Quando manifestada pelos adultos verifica-se a preferência por tarefas a realizar isoladamente em detrimento do trabalho de grupo, tentativas de fuga perante contatos sociais, dificuldades em ir a entrevistas de emprego, dificuldade em manter o contato ocular com o outro ou mesmo em andar em transportes públicos. 

A perturbação de ansiedade social é, independentemente da faixa etária do sujeito, altamente interferente no dia-a-dia e dificulta de forma acentuada a sua integração e sucesso social e profissional/académico. 

No que se refere à intervenção clínica sabemos pelos estudos efetuados que a intervenção cognitivo-comportamental é aquela que mais eficaz se mostra na redução dos sintomas de ansiedade e na promoção do ajustamento emocional do sujeito, essencialmente através das seguintes estratégias:


- Promover o reconhecimento das manifestações de ansiedade e conhecimento de estratégias para responder ajustadamente;
- Promover as competências de reconhecimento e substituição dos Pensamentos Automáticos Negativos geradores de ansiedade;
- Promoção da aquisição de estratégias para o envolvimento progressivo em situações geradoras de ansiedade por forma a reduzir os comportamentos de evitamento.

​É de salientar que em algumas situações poderá ser necessário o recurso a terapia medicamentosa como terapêutica coadjuvante à psicoterapia.  

​Consegue rever-se nas características apresentadas?
​Sente estas dificuldades no seu dia-a-dia?

Deixamos algumas dicas práticas que podem ajudar!!!

  1.  Evitar as situações temidas não é uma boa estratégia. No momento parece resultar mas a longo prazo permite manter e generalizar o problema.
  2.  Pense que todos estão sujeitos a falhar e que isso não tem nada de mais;
  3. Observe situações em que os outros também falharam e atente aos seus pensamentos relativos a essa pessoa. Não são assim tão maus pois não?
  4. Quando tiver uma situação social programada prepare-se o melhor possível de forma a sentir-se confiante. Porque não treinar aquela apresentação em frente ao espelho?
  5. Lembre-se sempre que a ansiedade é desconfortável mas tal como subiu acaba por descer e não há nada de mal que lhe possa acontecer.
  6. Se estas estratégias não estiverem a resultar e o problema se mantiver procure um profissional especializado que o posso ajudar!!!!


Cátia Morais
Psicóloga Clínica
Encontram-na |aqui| 
5 Sentidos - Espaço de Reabilitação e Intervenção PsicoEducacional

Bibliografia consultada:

American Psychiatric Association. (2013). Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais: DSM-V. Washington, DC: Climepsi Editores.

Cunha, M., Pinto-Gouveia, J., & Soares, I. (2007). Natureza, frequência e consequências dos medos sociais na adolescência: Dados na população portuguesa. Psychologica, 44, 207-236.

- Gilbert, P. (2001). Evolution and social anxiety. The role of attraction, social competition, and social hierarchies. Psychiatric Clinics of North America, 24(4), 723-751. DOI: 10.1016/S0193-953X(05)70260-4.

- -Gilbert, P., & Trower, P. (2001). Evolution and process in social anxiety. In W. Croizier & L. E. Alden (Eds.), International handbook of social anxiety: Concepts, research, and interventions relating to the self and shyness (pp. 259-280). New York: Wiley.

Kearney, C. A. & Drake, K. (2002). Social Phobia. In M. Hersen. (Eds.), Clinical Behavior Therapy Adults and Children. (pp. 326-344). New York: John Wiley & Sons

- Marshall, J. R. (1994). Social phobia: from shyness to stage fright. New York: Basic Books.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

QUERO VOLTAR A SER EU! 6 DICAS PARA VIVER SEM ANSIEDADE!

Nem toda a ansiedade é má. Na verdade ela ajuda-nos a sobreviver e dá-nos força e coragem para irmos mais além. No entanto quando toma conta de grande parte da nossa  vida e as preocupações não nos saem da cabeça isso sim pode-se tornar um verdadeiro problema.

Ouço frequentemente as pessoas na consulta dizerem-me: "eu não era assim… já não sou eu… não me conheço, não consigo deixar de me preocupar… estas preocupações não me saem da cabeça..".

Não tem  necessariamente que ser assim.
Ora continuem a ler!

O problema não é termos preocupações mas sim dedicarmos-lhe grande parte da nossa atenção, pois muitas vezes, elas nem sempre são importantes mas nós reagimos como se fossem. É ou não é?

Por esta razão é tão importante treinarmos a nossa atenção e ter em mente que ela funciona como um músculo. 

Invés de nos focarmos na nossa voz interior vamos experimentar quando estamos preocupados aumentar a nossa capacidade de nos focarmos no exterior, por exemplo, numa fase inicial nos sons diferentes que estão à nossa volta.

A mensagem chave que vos quer passar é pois:

  1. As preocupações e as sensações não me podem controlar;
  2. As preocupações e as sensações não me podem fazer mal;
  3. O fato de nos preocuparmos com algo não quer dizer que isso necessariamente aconteça;
  4. As preocupações não passam de pensamentos;
  5. A preocupação tira-nos a possibilidade de vivermos o presente
  6. As preocupações alimentam-se da atenção focada que lhes prestamos;


Encontram-me no 5 Sentidos |aqui| e no Centro Clínico de Aveiro
                                                         euelesnosevoces@gmail.com!!



terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Acredita!

O que dizemos aos miúdos e a forma como o fazemos torna-se muitas vezes a sua voz interior!

É tão importante que tenhamos esta consciência para podermos no nosso dia-a-dia adequarmos os nossos comportamentos e as nossas atitudes.

Queremos miúdos felizes e desencucados.

Grande parte disso pode vir de nós, Acreditem!
(podem ler mais sobre isto neste post)


a vossa psicóloga.
Encontram-me no 5 Sentidos |aqui|e no Centro Clínico de Aveiro
euelesnosevoces@gmail.com