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quarta-feira, 9 de maio de 2018

** TENHO MEDO DE PERDER AQUELES DE QUEM GOSTO! ** #5 DICAS!

Um dos medos que frequentemente, adultos e crianças, me relatam nas consultas é o medo de perderem as pessoas que amam. Normalmente falam-me do medo que têm em que os filhos ou os pais morram (- “tenho medo que lhes aconteça alguma coisa de mal”), o que gera uma angústia e um desconforto enorme e uma grande tentativa de controlo e proteção. Os adultos, com medo de perder os filhotes, tentam protegê-los ao máximo e avisá-los dos perigos que correm a correr, a comer, a brincar (“-Vicente tem cuidado,..., isso é perigoso, não vás por aí, olha que podes cair”; “vais magoar-te”). No caso das crianças com este receio a maioria das vezes querem estar por perto dos pais para terem a certeza que não lhes acontece nada na sua ausência (“vens-me logo buscar mamã... prefiro ficar sempre contigo; prefiro não ir e ficar aqui ao pé de ti!”). 

Este medo, que inicialmente pode ser desenvolvimental e de certa forma adaptativo rapidamente cresce e se torna em disfuncional na medida em que prejudica as atividades da vida diária e condiciona a Liberdade de todos e de cada um. Começamos a acreditar que se não dissermos, fizermos ou estivermos por perto realmente alguma coisa de terrível lhes vai mesmo acontecer.

POR ESTAS RAZÕES LEMBRA-TE:

  • Não controlamos nada - temos é a ilusão do controlo;
  • O truque é promover competências que ajudem os miúdos a saberem lidar com as diferentes situações e não impedi-los de as fazerem. Quando isto acontece estamos a condicionar negativamente a sua auto-estima e o seu auto-conceito;
  • Medo gera medo e quanto mais eu lhe cedo mais medo tenho;
  • Quando algo menos positivo acontecer, na altura eu resolvo. Sofrer por antecipação não vai ajudar em nada, bem pelo contrário.
  • Recordem-se do que aconteceu das outras vezes;

Ficam as dicas!


a vossa psicóloga,
Encontram-me no 5 Sentidos e no Centro Clínico de Aveiro!



terça-feira, 9 de janeiro de 2018

EDUCAR SEM BATER! SERÁ ISSO POSSÍVEL?!

Todos nós sabemos que educar é hoje (se calhar sempre foi!) um grande desafio para as famílias. E, embora pareça o contrário, as nossas crianças não nos querem assiiiiiiim tanto "tirar do sério".

Não se chateiem comigo mas a verdade é que Elas, a maioria das vezes, não o fazem "de propósito" como tantas vezes se ouve e quase sempre o seu comportamento deve-se só mesmo à fase de desenvolvimento em que se encontram. Nada + do que isso.

Eu sei que numa cultura em que o respeito quase que pressupõe ter medo e educar sem bater parece uma miragem pode não ser fácil perceber mas sim, é possível. É isso que preconiza o modelo da Parentalidade e Educação Positiva da coach Magda Dias. A bem dizer se não precisamos de ser permissivos para educar também não necessitamos de educar com recurso à palmada e à humilhação. Existem outras formas. So true!  

Ouvimos muito falar em Parentalidade e Educação positiva e isso traduzido por "miúdos" será na verdade o quê?

Segundo esta filosofia na qual está presente o respeito mútuo, o vínculo, a parentalidade pró-ativa, a liderança empática e educar sem punir, parte-se do pressuposto que as nossas crianças devem crescer seguras emocional e fisicamente num contexto de afetos, onde os pais enquanto agentes educativos respeitam o ritmo de desenvolvimento da criança. Assim ao compreenderem o que acontece em cada etapa do neurodesenvolvimento é mais fácil gerir os diferentes tipos de comportamento (deles e consequentemente, o nosso!), pois quando sei que os pequenotes deitam os brinquedos ao chão porque faz parte do processo de exploração e não querer comer é típico da fase dos dois anos mais facilmente me auto-regulo e me controlo. Da mesma forma quando tenho presente qual o meu papel enquanto educador sou firme e consistente e não cedo só para que a birra não aumente. 

Logo, educo sem bater quando:

- sou contingente na minha resposta comportamental e emocional;
- trabalho a relação diariamente com os meus filhos - o que promove a cooperação;
- não cedo perante chantagem ou manipulação;
- conheço as diferentes fases do desenvolvimento;
- ensino e modelo estratégias de inteligência emocional!


a vossa psicóloga!
euelesnosevoces@gmail.com
Encontram-me no 5 Sentidos e no Centro Clínico de Aveiro!



terça-feira, 7 de março de 2017

HISTÓRIAS QUE AJUDAM A CRESCER!!!

Muitas crianças e às vezes até alguns adultos têm medo do escuro. Se ter medo é normal e adaptativo a verdade é que quando é intenso, frequente e invalida as atividades do nosso dia-a-dia pode tornar-se uma verdadeira dor de cabeça e um sério problema.

Assim , se por volta dos 2/3 anos de idade até aos 7/8 é normal que o medo do escuro apareça podendo demorar mais ou menos tempo a passar - pois cada um de nós tem o seu ritmo desenvolvimental-   existem algumas dicas e alguns materiais que nos podem ajudar a que ele não se instale e não tome conta da nossa vida.

Foi assim que ao lidar com muitas crianças com esta problemática tive a feliz oportunidade de conhecer a escritora Susana Campos que publicou recentemente o livro:  O Menino que tinha medo do escuro.  Já vos tinha falado dele lembram-se?!

É um livro bom de ler porque é pequenino e retrata a história como o nome indica de um menino que ultrapassou o medo ... não fosse a Susana mãe de um rapazola... que também teve este receio da escuridão!!

Para além de escrito num formato alternativo é interessante pela sua forma física e digital ao mesmo tempo que é inclusivo - o que o torna ainda mais “apetecível”! Na verdade, encontra-se em diferentes formatos: do braille, à língua gestual portuguesa, com aplicações para os media e símbolos pictográficos para a comunicação. Bom não é? Tem ainda conteúdos acessíveis para crianças em idade pré-escolar com ou sem necessidades educativas especiais.

Mais.... é ainda um livro elaborado pelo Ministério da Educação e recomendado pelo Plano Nacional de Leitura!!! Do que esperam?!

Partilho com vocês a página da autora, a aplicação e, claro, o vídeo.

Ora espreitem e deliciem-se!!




a vossa psicóloga
Encontram-me no 5 Sentidos |aqui| e no Centro Clínico de Aveiro
                                                      euelesnosevoces@gmail.com!!



segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

TENHO MEDOOOOOO! DICAS PARA OS AJUDAR A SUPERAR!

Muitos pais vêm ter comigo porque os seus filhotes têm medo. Após a avaliação inicial percebemos que uns... preenchem os critérios diagnóstico para perturbação de ansiedade/fobia, outros, têm apenas um medo normativo para a sua idade cronológica. Em qualquer das situações é importante percebermos o nível de intensidade e o impacto que este medo tem na vida das crianças e das suas famílias.
Partilho com vocês algumas dicas que podem ajudar!


a vossa psicóloga
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