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segunda-feira, 30 de abril de 2018

"FICO NERVOSA... QUERO DORMIR E NÃO CONSIGO"! 9 DICAS PARA MELHORARES O TEU SONO!

Hoje uma paciente contava-me na sessão que gostava de adormecer mais facilmente e que normalmente não consegue. Sente-se ansiosa, dá voltas e voltas e o sono tarda em vir. De fato, esta é uma dificuldade muito frequente na vida dos portuguesas e extremamente invalidante pois ao outro dia:
- "estamos de rastos, com a capacidade de atenção/concentração alterada e o humor, claro está, muito mas muito irritável". Assim e porque uma noite reparadora é fundamental para uma boa qualidade de vida e para relações intra e interpessoais mais felizes partilho com vocês algumas dicas para terem noites mais tranquilas. ;)

  1. Esforce-se por se deitar mais ao menos à mesma hora - estabeleça uma rotina;
  2. Evite adormecer no sofá - interromper os ciclos de sono aumenta a probabilidade dos distúrbios de sono ocorrerem;
  3. Não faça outras tarefas que não dormir na cama (ex. comer, ver televisão, ler) - somos um animal de hábitos;
  4. Evite tomar estimulantes à noite (chá preto, café, coca-cola...);
  5. Meia-hora antes de se deitar não pratique exercício físico;
  6. Não permaneça mais de meia hora na cama sem dormir - normalmente quando isto acontece temos pensamentos que ativam o nosso sistema nervoso central e nos deixam mais alerta, tais como: - "já são estas horas e ainda não adormeci... ou: ainda só passou este tempo";
  7. Tome um banho relaxante;
  8. Torne o quarto um lugar agradável em termos de luminosidade, ruído e temperatura; 
  9. Faça refeições mais leves;
Ficam as dicas!

*cada um de nós tem um ritmo diferente portanto o que funciona com um pode não resultar necessariamente com outro. Descubra o que resulta consigo!

Partilhe!



a vossa psicóloga,
Encontram-me no 5 Sentidos e no Centro Clínico de Aveiro!

quarta-feira, 11 de abril de 2018

AJUDA O TEU FILHO A SER MENOS IMPULSIVO: A TÉCNICA DO SEMÁFORO!

Muitos pais partilham comigo nas consultas que os seus filhos são impulsivos. Costumam dizer-me que os filhotes têm a resposta na ponta da língua, reagem muitas vezes sem pensar, fervem em pouca água refletindo pouco nas consequências dos seus comportamentos o que lhes traz alguns dissabores a curto/médio prazo quer ao nível social quer no âmbito escolar em termos dos seus desempenhos. 

Desta forma e com intuito de os ajudar a auto-regularem-se aprendendo a identificar os estados emocionais que antecedem os ditos "episódios de impulsividade" partilho com eles a técnica do semáforo. Conhecem? O objetivo desta técnica (tal como acontece no semáforo) é aprender a Parar, Pensar e só depois Agir associando o estado emocional e comportamental a um estímulo visual: a cor.

Assim, sempre que a criança estiver irritada/zangada é importante ensiná-la a identificar quais os sinais que o seu corpo lhe está a dar e nesta fase importa: Parar - Vermelho.

Só depois de Parar e de se auto-gerir, acende a luz Amarela que significa Pensar. Esta é a fase em que a criança deve ser ajudada a refletir sobre quais as possíveis consequências perante determinado tipo de comportamento que possa eventualmente escolher (primeiro hetero-guiado por um adulto e depois, progressivamente, deve ser capaz de fazer o treino auto-instrucional isto é falar consigo próprio). Só depois desta fase de reflexão deve Avançar associando-se a ação comportamental à luz verde.

Esta é uma técnica que funciona muito bem com crianças em idade escolar ajudando-os a lidar com as emoções de forma mais positiva ajustando eficazmente o seu comportamento. Uma boa forma de a aplicar é desenhar um semáforo com a criança explicando-lhe todas as etapas a utilizar em situações de maior descontrole e impulsividade. 

Esta técnica melhora claramente o comportamento impulsivo das crianças pois ajuda os mais pequenos a internalizarem as regras de forma saudável, aumentando a tolerância à frustração.

a vossa psicóloga,
Encontram-me no 5 Sentidos e no Centro Clínico de Aveiro!
euelesnosevoces@gmail.com

sexta-feira, 16 de março de 2018

DIÁRIO DE UMA PSICÓLOGA! ESTA SEXTA FOI ASSIM! BYE BYE ANSIEDADE!

Às sextas, como já partilhei com vocês em posts anteriores as consultas são em Aveiro, mais propriamente no Centro Clínico! 

Hoje não foi excepção e de manhã bem cedinho saí de casa para ir ao encontro desta terra à beira-mar que gosto taaaaanto! Esperava-me um dia em cheio, repleto de consultas desde adultos a adolescentes e a mais uns quantos pequenotes. 

Numa das sessões vi com uma paciente esta reflexão que agora partilho com vocês. Espero ajudar. De facto cada vez mais crianças, jovens e adultos sentem ansiedade clinicamente significativa o que é preocupante.

Vamos lá colocar estas emoções no lugar delas!

É bom quando elas cuidam de nós e nos protegem e não quando nos enganam e/ou ameaçam!

Fica a dica!






a vossa psicóloga,
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euelesnosevoces@gmail.com


* O Livro das pequenas revoluções - Elsa Punset

sábado, 10 de março de 2018

PÁRA DE LHES DIZER NÃO! DÁ UMA OPORTUNIDADE AO SIM.

Este fim-de-semana como partilhei com vocês ontem estive com um grupo fantástico a refletir sobre as ferramentas que diariamente usamos na gestão comportamental das nossas crianças. Das muitas questões que curiosamente se suscitaram (e nos levaram noite fora!), uma delas prendeu-se com a pertinência (ou não) de dizermos Não aos miúdos. 

Acerca deste aspecto concluímos que é importante criar oportunidades para dizermos antes Sim uma vez que o nosso cérebro processa "contrariamente" esta instrução. Ora experimentem...

Tentem durante um minuto não pensar num elefante cor-de-rosa com óculos pretos... tentem... vá lá...

estão a pensar? ;) 

.... se se esforçarem conscientemente para não pensarem o que acontece?

Exatamente!! A imagem do elefante não nos sai da cabeça. Portanto, sempre que dizemos aos pequenotes para Não fazerem isto ou para não fazerem aquilo o que normalmente acontece é que o nosso cérebro processa a informação muitas vezes, se não quase sempre, em sentido contrário...

Logo, importa antes colocar o nosso discurso pela positiva. Algo do género: - "eu gostava que tu arrumasse os teus brinquedos invés de: não desarrumes mais isso!"

Fica a dica!


a vossa psicóloga,
Encontram-me no 5 Sentidos e no Centro Clínico de Aveiro

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

VÊ AQUI SE O QUE TIVESTE FOI UM ATAQUE DE PÂNICO!

Todos nós já nos sentimos ansiosos. Seja porque vamos ter uma entrevista para um novo trabalho, uma apresentação oral no dia seguinte, porque ouvimos um barulho à noite em casa ou até porque tivemos uma discussão mais séria. 

Perante o perigo real ou muitas vezes imaginário, o nosso corpo reage e faz-nos sentir o coração a bater mais rápido, bem mais rápido (taquicardia).  No entanto, ainda que não haja quem durante toda a sua vida não tenha já tido esta experiência a verdade é que um ataque de pânico é uma coisa bem diferente. Mesmo diferente. Quem já passou por isto, sabe.

Um ataque de pânico é inesperado, súbito e caracteriza-se por um período de intenso medo ou desconforto, no qual quatro ou mais destes sintomas se desenvolvem rapidamente atingindo um pico em ceca de dez minutos.

É "normal" nestas alturas  as pessoas relatarem que sentem:

  1. Falta de ar ou sensação de asfixia;
  2. Sensação de desmaio
  3. Palpitações ou ritmo cardíaco acelerado (taquicardia) 
  4. Tremores
  5. Suores
  6. Náuseas ou desconforto abdominal
  7. Despersonalização ou desrealização (sentir como se não estivesse ali ou se estivesse a ver de fora)
  8. Formigueiros
  9. Ondas de calor ou de frio
  10. Dor ou desconforto no peito
  11. Medo de morrer
  12. Medo de enlouquecer ...

Muito desconfortável e angustiante, não é? 

A verdade é que é uma condição clínica muito frequente razão pela qual não devemos apenas deixar passar o tempo e sim procurar ajuda. Pode tornar-se muito invalidante.

Fica a dica!



a vossa psicóloga,
Encontram-me no 5 Sentidos e no Centro Clínico de Aveiro

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

DISCIPLINA: 6 REGRAS PARA OS MIÚDOS SE PORTAREM BEM!

Todos nós sabemos que educar é uma tarefa exigente e requer muito amor e paciência. Para que tudo corra pelo melhor e os miúdos cooperem mais facilmente connosco há assim "uns pózinhos de perlim-pim-pim" a utilizar. Que são:

- Não prometa aquilo que não pode cumprir;

- Atribua consequências lógicas e não castigos;

- Valorize pequenos progressos;

- Seja constante; 

- Esteja presente;

- Seja o exemplo;

Quando cumprimos aquilo que estipulamos (mesmo que por vezes nos custe!), quando existe uma ligação entre o comportamento e o que a criança recebe a seguir, quando estamos presentes para apoiar e "estar" verdadeiramente bem como quando elogiamos o esforço a mudança comportamental acontece e o nosso dia-a-dia com os mais pequenos é bem mais fácil.

Sem humilhações ou recurso à violência tudo acaba por funcionar melhor.

Fica a dica!


a vossa psicóloga!
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euelesnosevoces@gmail.com



terça-feira, 9 de janeiro de 2018

EDUCAR SEM BATER! SERÁ ISSO POSSÍVEL?!

Todos nós sabemos que educar é hoje (se calhar sempre foi!) um grande desafio para as famílias. E, embora pareça o contrário, as nossas crianças não nos querem assiiiiiiim tanto "tirar do sério".

Não se chateiem comigo mas a verdade é que Elas, a maioria das vezes, não o fazem "de propósito" como tantas vezes se ouve e quase sempre o seu comportamento deve-se só mesmo à fase de desenvolvimento em que se encontram. Nada + do que isso.

Eu sei que numa cultura em que o respeito quase que pressupõe ter medo e educar sem bater parece uma miragem pode não ser fácil perceber mas sim, é possível. É isso que preconiza o modelo da Parentalidade e Educação Positiva da coach Magda Dias. A bem dizer se não precisamos de ser permissivos para educar também não necessitamos de educar com recurso à palmada e à humilhação. Existem outras formas. So true!  

Ouvimos muito falar em Parentalidade e Educação positiva e isso traduzido por "miúdos" será na verdade o quê?

Segundo esta filosofia na qual está presente o respeito mútuo, o vínculo, a parentalidade pró-ativa, a liderança empática e educar sem punir, parte-se do pressuposto que as nossas crianças devem crescer seguras emocional e fisicamente num contexto de afetos, onde os pais enquanto agentes educativos respeitam o ritmo de desenvolvimento da criança. Assim ao compreenderem o que acontece em cada etapa do neurodesenvolvimento é mais fácil gerir os diferentes tipos de comportamento (deles e consequentemente, o nosso!), pois quando sei que os pequenotes deitam os brinquedos ao chão porque faz parte do processo de exploração e não querer comer é típico da fase dos dois anos mais facilmente me auto-regulo e me controlo. Da mesma forma quando tenho presente qual o meu papel enquanto educador sou firme e consistente e não cedo só para que a birra não aumente. 

Logo, educo sem bater quando:

- sou contingente na minha resposta comportamental e emocional;
- trabalho a relação diariamente com os meus filhos - o que promove a cooperação;
- não cedo perante chantagem ou manipulação;
- conheço as diferentes fases do desenvolvimento;
- ensino e modelo estratégias de inteligência emocional!


a vossa psicóloga!
euelesnosevoces@gmail.com
Encontram-me no 5 Sentidos e no Centro Clínico de Aveiro!



quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

NÃO ESTRAGUES O TEU FILHO! PLEASE!

Hoje durante as consultas da tarde estive com alguns pequenotes com capacidades cognitivas médias mas com um comportamento verbal e não verbal "tão mas tão infantil" que não pude deixar de partilhar com os pais. Pareciam bem ter menos dois ou três anos do que a sua idade cronológica real... e sabem o que me assusta... é que tal devia-se em grande parte à sobreproteção excessiva que tinham em casa.


  • Miúdos que frequentemente lhe dão comida à boca.
  • Miúdos que de manhã não se vestem sozinhos.
  • Miúdos que lhe lavam os dentes.
  • Miúdos que lhe fazem a cama....


Tarefas que não são minimamente supostas na fase de desenvolvimento em que se encontram!

Temos agora:


  • Miúdos que agridem verbal e fisicamente os familiares mais próximos. 
  • Miúdos que chamam nomes, insultam, dão pontapés e desafiam constantemente.  
  • Miúdos que vêem todas as suas vontades satisfeitas mas que depois não sentem segurança e vivem perdidos nos seus medos e angústias aprendendo que não são capazes de atingir nada.
  • Miúdos que vão crescer a achar que podem ter tudo.
  • Miúdos que não são bem sucedidos na escola porque não estão com atenção concentrando-se antes em destabilizar.
  • Miúdos que têm dificuldade em ter amigos.
  • Miúdos, no fundo, infelizes.

Não podemos generalizar e não dúvido que todos à sua volta tenham a melhor das intenções mas a verdade é que estão a comprometer seriamente o futuro destas crianças.

Ainda bem que procuraram ajuda.

Partilho com vocês a entrevista do colega Javier Urra acerca deste tema.



a vossa psicóloga!
euelesnosevocês@gmail.com

Fonte de imagem: google


terça-feira, 31 de outubro de 2017

COISAS BOAS A ACONTECEREM! EU & ELA



Espero que estejam bem e tão entusiasmados quanto eu! ;) Como vos tinha dito num post anterior o blogue está a mudar e novos projetos estão entretanto a acontecer. Um deles, e porque gostava de vos disponibilizar mais conteúdos científicos e técnicos de extrema importância para o nosso dia-a-dia, é o de ter no blogue técnicos "residentes" da área da psicologia, da terapia da fala, da psicomotricidade, da pediatria... a esclarecerem todas as nossas/vossas dúvidas... aqueles quês que nos preocupam taannnto!!! Foi assim que desafiei a equipa que coordeno - o 5 Sentidos a participar neste novo conteúdo e bom bom foi que Eles, para muito orgulho meu, aceitaram! 

Neste sentido gostava de vos apresentar a Cátia Morais - Psicóloga Clínica na equipa do 5 Sentidos e o meu braço direito e da Tê - minha amiga e sócia há longos anos - brevemente vou vos falar mais dela e de como em conjunto fundamos o nosso espaço!.

Pois bem,  a Cátia irá não só colaborar no blogue no sentido da partilha de conhecimentos técnicos úteis e atualizados como também irá contribuir ao nível do lifestyle para nos inspirarmos cada vez mais a sermos pessoas mais felizes e equilibradas. Que bom que Ela alinhou comigo! Na verdade o euelesnósevocês tem como objetivo falar de mim  enquanto mãe, mulher e psicóloga, D`Eles (dos meus filhos, dos técnicos, de temas que nos interessam...), de Nós (da minha família e de coisas que me inspiram) e de Vocês!!! 

Maravilhoso, não é?

Para que possam então conhecê-la melhor vou falar-vos um bocadinho dela:

Ora espreitem:

Nome: Cátia Morais
Idade: 27 anos
Profissão: Psicóloga Clínica 5 Sentidos - Mestre em Psicologia Clínica Cognitivo-Comportamental
Motivação para ter seguido Psicologia: Interesse pela mente humana e pelos diferentes tipo de comportamento
Caso até agora mais difícil: Perturbação obsessiva em comorbilidade com pertubação de pânico 
O que não gosta mesmo nada: atrasos e "perder o controle"!!!
O que a apaixona: as amizades verdadeiras, os pequenos prazeres do dia-a-dia que nos dão tanta felicidade e sim, claro, os seus cães!

Fiquem por aí! Coisas boas estão a acontecer!


Eu & Ela!




quarta-feira, 25 de outubro de 2017

QUANTAS VEZES JÁ TE DISSE PARA NÃO CHORARES!

Dizemos frequentemente aos miúdos: "Pára de chorar... quantas vezes já te disse para parares de chorar?!,  é ou não? No entanto ainda que o façamos cheias de boas intenções, a verdade é que para Eles pode significar um desrespeito pelos seus sentimentos e implicitamente podemos transmitir a ideia de que as emoções não devem ser levadas em conta.

Espreitem este vídeo e reflitam.

Boa noite!


a vossa psicóloga!


terça-feira, 23 de maio de 2017

O QUE O BULLYING NÃO É. EU EXPLICO!

Ouço muitas vezes nas consultas os pais ou até mesmo algumas crianças dizerem...

- "aquele miúdo bateu-me ... é bullying;"
- "a professora mandou tantos T.P.C.´S ... anda a fazer-lhes bullying...."
- "o João fez-me bullying ... empurrou-me ontem quando ia para a piscina"
- A Mariana não tem brincado com ela no recreio... desde o 3.º período que lhe faz bullying...."

Importa esclarecer que o termo Bullying - de origem inglesa - se refere à prática de atos violentos, INTENCIONAIS E REPETIDOS contra uma pessoa ou grupo e que pode causar danos físicos e psicológicos às vítimas, distinguindo-se de outras situações ou comportamentos agressivos por sensivelmente três factores:

- As intimidações e a vitimização são regulares;
- Os agressores geralmente são mais fortes e as vítimas mais indefesas e não estão em posição de se defender ou procurar ajuda;
- O mal causado não resultou somente de uma provocação, mas sim de uma série de provocações;

Geralmente classifica-se o Bullying em 5 Tipos:

  1.  Verbal;
  2.  Físico;
  3.  Relacional / Racial;
  4.  Sexual;
  5.  Cyberbullying;
Sim, conflitos pontuais não são bullying.
Conheçam mais aqui - novaescola.

Espero ter ajudado!

 a vossa psicóloga!
Encontram-me no 5 Sentidos |aqui| e no Centro Clínico de Aveiro
                                                         euelesnosevoces@gmail.com!!

quarta-feira, 3 de maio de 2017

QUANDO LHES DIZEMOS ACALMA-TE E ELES AINDA SE DESCONTROLAM MAIS!! 9 DICAS!

Muitas vezes quando os miúdos estão a fazer birra ou têm dificuldade em lidar com emoções mais intensas temos tendência para lhes pedir que se acalmem. Contudo, normalmente não costuma resultar senão mesmo agravar mais a tensão já sentida naquela situação. 

Partilho com vocês algumas alternativas ... ora experimentem!
  1. Estou a ver que estás com alguma dificuldade. Deixa-me ajudar-te;
  2. Leva o teu tempo - respira fundo;
  3. Se quiseres apertar alguma coisa, aperta esta bola ou a minha mão;
  4. Realmente esta situação pode ser muito frustrante vamos ver os dois como podemos fazer;
  5. Estou a ver que estás mesmo chateado, como fica o teu corpo quando te sentes assim?
  6. Conta lá até 10;
  7. Que tal um abraço?
  8. Vamos focar-nos em resolver o problema em conjunto?
  9. Estou a ver que te estás a sentir triste, queres-me falar um bocadinho sobre isso?


a vossa psicóloga!
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quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

NÃO TE PASSES, POR FAVOR! 5 Dicas para manter as emoções do seu filho... sob controlo!

Queremos tantas vezes que as crianças reajam de forma calma quando estão chateadas mas esquecemo-nos da importância de lhes ensinarmos a fazer isso!

A regulação emocional é a capacidade que temos de regular os nossos impulsos e lidar com as emoções menos positivas. E isto aprende-se, sabiam?

True, true, true!!

É por ser tão importante quer para o desenvolvimento individual quer para as nossas relações interpessoais no geral que partilho com vocês algumas dicas para os ajudarem a se controlarem e "a não se passarem"! Na verdade, a identificação e discussão sobre os sentimentos, o relaxamento, a assertividade e a reestruturação cognitiva são exemplos de algumas técnicas que podemos utilizar em situações de maior tensão!

Com efeito se ficar aborrecido pode ser uma reação normal e importante para percebermos o que se está a passar e quais os comportamentos a alterar, a raiva, quando descontrolada, pode tornar-se num verdadeiro problema. É por isto que obter um maior auto-controlo sobre o comportamento é tão fundamental.

E como é que isto se faz, perguntam vocês?

Aqui estão 5 dicas para ajudarem os vossos filhos a gerir melhor as emoções, ora vejam:

  1. - Ajude-o  a identificar o que o faz ficar irritado/aborrecido;
  2. - Ajude-o a encontrar estratégias para evitar os pontos de explosão;
  3. - Ajude o seu filho a reconhecer os primeiros sinais de raiva;
  4. - Lembre-o de praticar o tempo de Pausa (i.e afastar-se da situação - estratégia a usar com crianças mais novas até a adolescência);
  5. - Ensine-lhe e pratiquem técnicas de relaxamento como por exemplo, imaginar que está a cheirar uma flor enquanto inspira e soprar uma vela quando expira. ;)

a vossa psicóloga.
Encontram-me no 5 Sentidos |aqui|e no Centro Clínico de Aveiro
euelesnosevoces@gmail.com
fonte de informação: Juntos no desafio - guia para a promoção de competências parentais

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Já não sei mais o que fazer!

Hoje de manhã uma mãe ligou-me desesperada e verbalizou já não saber mais o que fazer com o filho adolescente. Nas suas palavras é insolente, não a respeita, não cumpre ordens, é muito difícil fazer os trabalhos de casa e a caderneta está cheia de recados dos professores. Entre muitas estratégias que falamos lembrei-me deste vídeo e da importância de estarmos com Eles, quando Eles mais precisam.



a vossa psicóloga.
encontram-me:
5 Sentidos de Mangualde, Guarda e Viseu
Centro Clínico de Aveiro

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Uma palmada na hora certa...


- "Uma palmadinha na hora certa nunca fez mal a ninguém..."
- "Levei muitas e também aqui estou..."
- "Só se perdem as que caem no chão!"....

Qual de nós não ouviu já estas expressões e, se calhar, até já as aplicou!

Bem sei que o receio de falhar na educação dos filhos ou de não saber o que fazer no momento perante determinado comportamento e a exaustão nos leve, algumas vezes, a agir de forma mais irrefletida. 

No entanto, pensem... sentem-se bem com isso? Depois resulta? Os miúdos a seguir não repetem o comportamento indesejado? 

Repetem, não repetem ?...

Pois é, a verdade é que a boa da palmadinha resulta no momento mas a médio e longo prazo... sorry, não. E vocês bem sabem. Daí que depois se ouça dizer: "já fiz tudo e não resulta... já tirei o tablet, o futebol, o basket, bati e... nada... estou exausta". Sim, é isto. Uma sensação de cansaço e frustração, nossa e deles, havendo na verdade outros métodos que chegam ao fim que pretendemos, normalmente a obediência e cooperação, sem ser necessário o recurso à violência.

Educar significa pois orientar, encaminhar, dirigir, supervisionar, na verdade, como diz Joe Christen de onde veio a ideia maluca que educar rima como humilhar e maltratar.

Mais, ao bater, estou implicitamente a passar a mensagem que vence o mais forte e que é pela violência que se consegue o que se quer. Com efeito, se eu enquanto adulta não me consigo controlar como lhe posso exigir que ele o faça?

Lembrem-se: comportamento gera comportamento, logo, 

Não faças aos outros o que não queres que te façam a ti!


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

O vício do colo!

Hoje, numa conversa informal de café, uma mãe confidenciava-me que a sua filha era viciada em colo. Na verdade, esta é uma expressão que muitas vezes ouço das mães e das avós e que, acaba por passar de geração em geração como se isto do Colo fosse uma coisa má. 

Não poderia estar mais em desacordo
.
Colo é aconchego, é segurança, é afeto, é hetero/auto-regulador e ainda por cima gratuito e sem contra-indicações!

Nunca há excesso de colo. Por isso, abusem,..., o problema certamente não será esse!

Vamos lá acabar com esta enorme e errada pressão social para a autonomização do bebé.

Ora leiam:

"... é impossível estragar um bebé dando-lhe muita atenção. Estragar significa prejudicá-lo. Estragar uma criança é bater nela, insultá-la, ridicularizá-la, ignorar o seu choro. Contrariamente, dar atenção, dar colo, acariciá-la, consolá-la, falar com ela, beijá-la, sorrir para ela são e sempre foram uma maneira de criá-la bem, não de estragá-la. Não existe nenhuma doença mental causada por um excesso de colo, de carinho, de afagos... Não há ninguém na prisão, ou no hospício, porque recebeu colo demais, ou porque lhe cantaram canções de ninar demais ,….,. Por outro lado, há, sim, pessoas na prisão ou no hospício porque não tiveram pais, ou porque foram maltratados, abandonados ou desprezados pelos pais. E, contudo, a prevenção dessa doença mental imaginária, o estrago infantil crónico, parece ser a maior preocupação de nossa sociedade." 

in "Besame Mucho", Carlos Gonzalez - pediatra