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sexta-feira, 16 de março de 2018

DIÁRIO DE UMA PSICÓLOGA! ESTA SEXTA FOI ASSIM! BYE BYE ANSIEDADE!

Às sextas, como já partilhei com vocês em posts anteriores as consultas são em Aveiro, mais propriamente no Centro Clínico! 

Hoje não foi excepção e de manhã bem cedinho saí de casa para ir ao encontro desta terra à beira-mar que gosto taaaaanto! Esperava-me um dia em cheio, repleto de consultas desde adultos a adolescentes e a mais uns quantos pequenotes. 

Numa das sessões vi com uma paciente esta reflexão que agora partilho com vocês. Espero ajudar. De facto cada vez mais crianças, jovens e adultos sentem ansiedade clinicamente significativa o que é preocupante.

Vamos lá colocar estas emoções no lugar delas!

É bom quando elas cuidam de nós e nos protegem e não quando nos enganam e/ou ameaçam!

Fica a dica!






a vossa psicóloga,
Encontram-me no 5 Sentidos e no Centro Clínico de Aveiro!
euelesnosevoces@gmail.com


* O Livro das pequenas revoluções - Elsa Punset

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

VÊ AQUI SE O QUE TIVESTE FOI UM ATAQUE DE PÂNICO!

Todos nós já nos sentimos ansiosos. Seja porque vamos ter uma entrevista para um novo trabalho, uma apresentação oral no dia seguinte, porque ouvimos um barulho à noite em casa ou até porque tivemos uma discussão mais séria. 

Perante o perigo real ou muitas vezes imaginário, o nosso corpo reage e faz-nos sentir o coração a bater mais rápido, bem mais rápido (taquicardia).  No entanto, ainda que não haja quem durante toda a sua vida não tenha já tido esta experiência a verdade é que um ataque de pânico é uma coisa bem diferente. Mesmo diferente. Quem já passou por isto, sabe.

Um ataque de pânico é inesperado, súbito e caracteriza-se por um período de intenso medo ou desconforto, no qual quatro ou mais destes sintomas se desenvolvem rapidamente atingindo um pico em ceca de dez minutos.

É "normal" nestas alturas  as pessoas relatarem que sentem:

  1. Falta de ar ou sensação de asfixia;
  2. Sensação de desmaio
  3. Palpitações ou ritmo cardíaco acelerado (taquicardia) 
  4. Tremores
  5. Suores
  6. Náuseas ou desconforto abdominal
  7. Despersonalização ou desrealização (sentir como se não estivesse ali ou se estivesse a ver de fora)
  8. Formigueiros
  9. Ondas de calor ou de frio
  10. Dor ou desconforto no peito
  11. Medo de morrer
  12. Medo de enlouquecer ...

Muito desconfortável e angustiante, não é? 

A verdade é que é uma condição clínica muito frequente razão pela qual não devemos apenas deixar passar o tempo e sim procurar ajuda. Pode tornar-se muito invalidante.

Fica a dica!



a vossa psicóloga,
Encontram-me no 5 Sentidos e no Centro Clínico de Aveiro

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

QUANDO BRINCAMOS COM OS MIÚDOS E ELES NUNCA ESTÃO SATISFEITOS!

Não sei se vos acontece mas relativamente a este assunto tenho muitas mães na consulta que me dizem que costumam brincar bastante tempo com os seus mais que tudo mas a verdade é que parece que Eles exigem sempre mais e mais. Parece que nunca chega, que nunca é o suficiente o que as deixa frustradas e sem saber bem o que fazer.

Pois bem,  quando este assunto "vem à baila"  costumo perguntar-lhes:

- quando brinca com Eles está verdadeiramente lá? De corpo e alma? Mesmo? Ou está só fisicamente e a sua cabeça divaga noutros assuntos paralelos como por exemplo em preocupações?

- costuma brincar com regularidade ou é de longe a longe? O que significa para si Muitas Vezes?

- quanto tempo por norma costuma durar a brincadeira?

- o que sente e como se comporta quando estão a brincar? É mais passiva ou participativa?
.... /entre outras/

Depois de refletirmos em conjunto, sugiro:

- faça ponto de honra e dedique 10 a 15 minutos em exclusivo aos seus pequenotes, na verdade, na azafama do nosso dia-a-dia muitas vezes damos por nós apenas a pedir-lhes que façam aquelas tarefas rotineiras (refeições, o banho, ir para a cama…);

- quando estiver a brincar - Esteja Incondicionalmente. Reserve mesmo um tempo exclusivo!

- durante as brincadeiras não tenha o telemóvel por perto. Pode ter a tentação de fazer scroll ou estar distraída por olhar para lá;

- lembrem-se que é  bem mais divertido ter alguém com quem partilhar a brincadeira do que brincar sozinho (o mesmo nos acontece quando vamos com uma amiga às compras. Verdade ou não?);

- frases como: "nunca brincas comigo" podem querer transmitir a ideia: gosto tanto que estejas aqui  - mas apenas o sabem verbalizar desta forma;

- tenham presente que Brincar é um assunto sério e através deste tempo positivo ajudamos a desenvolver não só competências como é um bom momento de partilha em que os mais pequenos se sentem livres e descontraídos para manifestarem as suas angústias e preocupações.


a vossa psicóloga!
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segunda-feira, 15 de maio de 2017

O SEGREDO DAS FAMÍLIAS FELIZES! 7 IMPORTANTES DICAS


Comemora-se hoje o Dia Internacional da Família e nada melhor do que termos presente o que as famílias felizes fazem para se sentirem bem. O que acham? :)

Sabiam que segundo os estudos as famílias felizes:

- estão mesmo presentes;
- aceitam-se;
- são mais pacientes uns com os outros;
- respondem às necessidades de todos e de cada um;
- dão o exemplo;
- têm fé uns nos outros;

e uma de que eu gosto muito...

- deitam-se com as pazes feitas!

Bom não é?

A celebração deste dia serve assim para nos lembrar da importância da família na estrutura da educação e do núcleo familiar; para alertar a sociedade para a importância da família como o núcleo vital da sociedade; para frisar os direitos e as responsabilidades do sistema familiar; para reforçar os laços de amor e união, entre muitos outros aspectos.


a vossa psicóloga!
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terça-feira, 2 de maio de 2017

NÃO ACONTECE SÓ NA VOSSA VIDA. NA MINHA TAMBÉM!

A maioria das vezes desiludimo-nos não com aquilo que realmente acontece mas como o que imaginamos que iria acontecer.
As nossas expetativas acerca dos diferentes acontecimentos trazem-nos angústia e tantas outras vezes ansiedade. Nunca é demais recordar.
Life... What I planned.... What Happened.



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terça-feira, 18 de abril de 2017

HOJE FOI ASSIM. DIÁRIO DE UMA PSICÓLOGA #7 SERÁ QUE VOU MORRER?


Depois de alguns dias de descanso foi hora de regressar ao trabalho. É tão bom e gosto tanto. Quando temos oportunidade de fazer aquilo de que gostamos com paixão e empenho parece que tudo corre sobre rodas. Também sentem isso? Espero que sim. :)

Hoje gostava de vos falar de um assunto que traz muitos adultos e alguns jovens à consulta de psicologia clínica. A Perturbação de Pânico. Já ouviram falar? Pois é, esta vivência de ansiedade excessiva causa uma angustia enorme e tem um impacto muito negativo em algumas vidas e em alguns lares. Fruto normalmente de uma interpretação catastrófica de uma sensação física muitos de nós sentem-se assustados e acreditam que podem morrer, enlouquecer ou até quem sabe... perder os sentidos.

Costumam descrever que "têm uma crise" e que sentem alguns destes sintomas:
  • Suores
  • Taquicardia
  • Sensação de desmaio
  • Dores abdominais
  • Tremuras
  • Sensação de falta de ar
  • Náuseas
  • Desconforto no peito
e têm muito medo.... mesmo muito medo, de de ter outra crise semelhante à que tiveram, razão pela qual inúmeras vezes começam a evitar determinados sítios com receio de estes serem "perigosos" ou de não terem quem os possa socorrer em caso de aflição (agorofobia). 

Acreditem, um Ataque de Pânico é das experiências mais desconfortáveis que se podem ter. Se se identificarem com alguma situação descrita ou conhecerem alguém com alguns destes sintomas, procurem ajuda especializada. A solução existe e muitas vezes está bem mais perto do que podemos pensar. Em nós!

Hoje esta foi a problemática de uma das "nossas" sessões.  É bom ver a mudança acontecer!

Critérios diagnósticos para a Perturbação de Pânico:
"Para o diagnóstico, exige-se a presença de ataques de pânico, recorrentes e inesperados, bem como o facto de pelo menos um desses ataques de pânico ter sido seguido de um mês (ou mais) de uma ou mais das seguintes características:
  • Preocupação persistente com a possibilidade de ter novo ataque
  • Preocupação relativamente às implicações ou consequências do(s) ataque(s) de pânico (exemplo: perda de controlo, ter um ataque cardíaco, enlouquecer)
  • Uma modificação significativa no comportamento relacionado com os ataques de pânico
Além disso, os ataques de pânico não se podem dever aos efeitos fisiológicos diretos de uma substância ou a uma situação médica. Também se exclui um diagnóstico de perturbação do pânico quando a sintomatologia é melhor enquadrada noutra perturbação da ansiedade."
(informação retirada da Oficina de Psicologia)


Espero ter ajudado!







a vossa psicóloga!
Encontram-me no 5 Sentidos |aqui| e no Centro Clínico de Aveiro


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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

QUANDO AS PESSOAS NOS METEM MEDO!

Numa análise rápida poderíamos pensar que o mote atribuído a este artigo tem algo de descabido. Ter medo de pessoas iguais a nós? Receio de indivíduos que pertencem à mesma espécie? Não, nem pensar. Medo é para sentirmos quando avistamos uma cobra ou quando um cão nos mostra um ar ameaçador. 

Na verdade sentimos sim, inúmeras vezes, receio de pessoas, medo relativamente aquilo que elas pensarão de nós e receio de fazer as coisas mal e nos colocar “a jeito” para receber comentários ou opiniões menos positivas. A este medo chamamos ansiedade social. 

Quando procuramos a sua origem nas prestativas evolutivas verificamos que tem por base as hierarquias de dominância-submissão, ou seja, de comparação social (Gilbert & Trower, 2001; Marshall, 1994). Efetivamente a resposta de ansiedade está relacionada com a integração do indivíduo no grupo, levando a que este se mantenha preocupado acerca da forma como os seus comportamentos, discurso e/ou aparência terão impacto nos outros (Gilbert, 2001). 

Como qualquer resposta de ansiedade verificamos aspetos positivas neste mecanismo automaticamente desencadeado, porém, quando a ansiedade toma proporções exageradas, leva a interferência no funcionamento habitual do sujeito e experiências prolongadas de grande desconforto e desgaste emocional (Cunha, Pinto Gouveia, & Soares, 2007). Assim, a ansiedade social adaptativa e funcional distingue-se da perturbação de ansiedade social (PAS), em termos das suas manifestações, ou seja, em termos da frequência e intensidade com que sujeitos experienciam os sintomas de ansiedade (Kearney & Drake, 2002).

De acordo com os critérios do DSM-5 a PAS caracteriza-se como um medo intenso e duradouro de uma ou mais situações de sociais e de desempenho em que o sujeito se encontra exposto à observação dos outros e experiencia o medo de se comportar de forma humilhante ou embaraçosa. A ansiedade sentida não é proporcional à ameaça real e as situações sociais e de desempenho são evitadas ou enfrentadas com grande mal-estar. A perturbação de ansiedade social só é diagnosticada quando a ansiedade se torna tão intensa e generalizada que causa um sofrimento significativo ou prejudica a capacidade de funcionamento do indivíduo. 

Esta perturbação afeta quer crianças e adolescentes como adultos. No primeiro caso são frequentes as recusas em ler em voz alta perante a turma, realizar exercícios no quadro, apresentar oralmente um livro à turma e realizar qualquer exercício quando está perante o olhar atento da professora. Em contexto social verifica-se um predominante isolamento e dificuldades pelo estabelecimento de relações com colegas e tentativas constantes para passar o mais despercebido possível.  Quando manifestada pelos adultos verifica-se a preferência por tarefas a realizar isoladamente em detrimento do trabalho de grupo, tentativas de fuga perante contatos sociais, dificuldades em ir a entrevistas de emprego, dificuldade em manter o contato ocular com o outro ou mesmo em andar em transportes públicos. 

A perturbação de ansiedade social é, independentemente da faixa etária do sujeito, altamente interferente no dia-a-dia e dificulta de forma acentuada a sua integração e sucesso social e profissional/académico. 

No que se refere à intervenção clínica sabemos pelos estudos efetuados que a intervenção cognitivo-comportamental é aquela que mais eficaz se mostra na redução dos sintomas de ansiedade e na promoção do ajustamento emocional do sujeito, essencialmente através das seguintes estratégias:


- Promover o reconhecimento das manifestações de ansiedade e conhecimento de estratégias para responder ajustadamente;
- Promover as competências de reconhecimento e substituição dos Pensamentos Automáticos Negativos geradores de ansiedade;
- Promoção da aquisição de estratégias para o envolvimento progressivo em situações geradoras de ansiedade por forma a reduzir os comportamentos de evitamento.

​É de salientar que em algumas situações poderá ser necessário o recurso a terapia medicamentosa como terapêutica coadjuvante à psicoterapia.  

​Consegue rever-se nas características apresentadas?
​Sente estas dificuldades no seu dia-a-dia?

Deixamos algumas dicas práticas que podem ajudar!!!

  1.  Evitar as situações temidas não é uma boa estratégia. No momento parece resultar mas a longo prazo permite manter e generalizar o problema.
  2.  Pense que todos estão sujeitos a falhar e que isso não tem nada de mais;
  3. Observe situações em que os outros também falharam e atente aos seus pensamentos relativos a essa pessoa. Não são assim tão maus pois não?
  4. Quando tiver uma situação social programada prepare-se o melhor possível de forma a sentir-se confiante. Porque não treinar aquela apresentação em frente ao espelho?
  5. Lembre-se sempre que a ansiedade é desconfortável mas tal como subiu acaba por descer e não há nada de mal que lhe possa acontecer.
  6. Se estas estratégias não estiverem a resultar e o problema se mantiver procure um profissional especializado que o posso ajudar!!!!


Cátia Morais
Psicóloga Clínica
Encontram-na |aqui| 
5 Sentidos - Espaço de Reabilitação e Intervenção PsicoEducacional

Bibliografia consultada:

American Psychiatric Association. (2013). Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais: DSM-V. Washington, DC: Climepsi Editores.

Cunha, M., Pinto-Gouveia, J., & Soares, I. (2007). Natureza, frequência e consequências dos medos sociais na adolescência: Dados na população portuguesa. Psychologica, 44, 207-236.

- Gilbert, P. (2001). Evolution and social anxiety. The role of attraction, social competition, and social hierarchies. Psychiatric Clinics of North America, 24(4), 723-751. DOI: 10.1016/S0193-953X(05)70260-4.

- -Gilbert, P., & Trower, P. (2001). Evolution and process in social anxiety. In W. Croizier & L. E. Alden (Eds.), International handbook of social anxiety: Concepts, research, and interventions relating to the self and shyness (pp. 259-280). New York: Wiley.

Kearney, C. A. & Drake, K. (2002). Social Phobia. In M. Hersen. (Eds.), Clinical Behavior Therapy Adults and Children. (pp. 326-344). New York: John Wiley & Sons

- Marshall, J. R. (1994). Social phobia: from shyness to stage fright. New York: Basic Books.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

CARTA AOS MEUS PAIS! Testemunho.

Se todos nós tivéssemos noção do impacto das nossas palavras nos outros talvez tivéssemos bem mais cuidado com aquilo que dizemos.

As experiências que vamos tendo com quem nos cruzamos aliadas ao nosso potencial genético são fundamentais para a construção |boa ou má| da nossa voz interior.

Anjinho vs diabinho!

Temos tantas conversas diariamente connosco... não temos?! 

"Não vais ser capaz... vais falhar, não vale a pena tentares, não vales nada... desiste"!... Infelizmente algumas destas crenças tornam-se verdade, realidade e a tristeza e o desanimo instala-se.

Para que possamos todos perceber a força da nossa autocrítica partilho com vocês, com a devida autorização, uma carta que uma paciente minha escreveu aos pais.

Leiam.
Pensem.
Partilhem.


Carta aos meus Pais

    "Pai, sempre tentei ser a melhor, a mais educada, a mais inteligente e, até, a mais bonita. Fiz de tudo para te agradar, mas mesmo assim não foi o suficiente. Quando fazia algo de bom, ignoravas, mas quando fazia algo de mal, criticavas. Não percebo. Passei a minha vida toda a moldar-me ao teu gosto e já nem sei quem "eu" sou. "Eu", como uma pessoa individual, sem tentar agradar a ninguém. Sinto que sou um reflexo dos teus desejos de uma "boa filha" e mesmo assim um reflexo imperfeito porque nunca te consegui agradar completamente, Estou cansada. Quero ser eu, quero aceitar-me e gostava que tu me aceitasses também. Não sei quem sou para além de ti e quero descobrir-me. Quero aceitar-me, quero amar-me, quero ser eu!

        Mãe, sei que sempre me adoraste, mas, apesar de tudo, gostava que me compreendesses. Eu sei que todos os teus comentários depreciativos foram inocentes. Tentei explicar o quanto me magoavam, mas tu nunca percebeste. Mas não faz mal. Nunca os disseste por mal pois sei que tu não compreendes as minhas inseguranças. Gostava de saber como eras antes do pai, aposto que tínhamos muito em comum.

        Pais, gostava que me aceitassem como sou, com todas as minhas falhas e imperfeições, e que me compreendessem quando digo que sofro."

É isto.


a vossa psicóloga.
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segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

9 dicas para começar o ano bem bem!


Com a chegada do novo ano a nossa motivação está em alta e é nosso objetivo atingir as metas que nos propusemos. 

No entanto e da experiência que temos dos anos anteriores sabemos que a certa altura os dias começam a ser menos fáceis e esse energia boa que agora temos começa a desvanecer. 

Neste sentido e para que tudo corra pelo melhor lembrem-se que há-de acontecer de vez em quando ficarmos bloqueados (acontece com todas as pessoas!) e que o truque passa por nos focarmos na solução e não na dificuldade ou no problema. 

A solução existe... mesmo que nem sempre a consigamos ver!!! Assim:

- seja paciente consigo mesmo;
- lembre-se que os obstáculos e os bloqueios são comuns e não assim tãooooo estranhos;
- opte por falar com pessoas da sua confiança acerca do que o preocupa;
- pense no que ganha em estar stressado, 
- veja os obstáculos como uma oportunidade para expandir as suas competências.

A isto juntem algumas estratégias como:

- faça algo que lhe dê  verdadeiro prazer - mesmo que não lhe apeteça;
- cuide de si;
- pense o que diria se fosse o seu melhor amigo a passar por essa situação;
-desenhe um plano B para quando as coisas não lhe correrem de feição!

Bom ano!



a vossa psicóloga.
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terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Um em quatro de nós... Sofre!


É assustador pensarmos que uma em quatro pessoas sofre de Depressão, por esta razão é fundamental conhecermos os principais sintomas para podermos intervir atempadamente. 

Na verdade, sentirmo-nos tristes e abatidos não só é normal e adaptativo como faz parte da nossa vida mas isto é bem diferente de um diagnóstico clínico de Depressão.

Assim, é quando sentimos que as coisas nunca vão mudar (sentimentos de desesperança), quando apresentamos alterações frequentes no sono e no apetite (diminuição ou aumento), quando manifestamos perda de energia, dores físicas, irritabilidade, dificuldades de atenção/concentração, pensamentos de auto-desvalorização e/ou acerca da morte, humor depressivo, com interferência clinicamente significativa nas nossas relações interpessoais e na nossa vida que poderemos estar perante a presença desta perturbação do humor.

Em síntese, e de acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico das Perturbações Mentais DSM-V devemos estar atentos a:

1. Humor deprimido na maioria dos dias, quase todos os dias; 
2. Acentuada diminuição do prazer ou interesse em todas ou quase todas as atividades na maior parte do dia, quase todos os dias;
3. Perda ou ganho de peso acentuado sem estar em dieta ou aumento ou diminuição de apetite quase todos os dias;
4. Insônia ou hipersônia quase todos os dias;
5. Agitação ou retardo psicomotor quase todos os dias;
6. Fadiga e perda de energia quase todos os dias;
7. Sentimento de inutilidade ou culpa excessiva ou inadequada quase todos os dias;
8. Capacidade diminuída de pensar ou concentrar-se ou indecisão, quase todos os dias;
9. Pensamentos de morte recorrentes (não apenas medo de morrer), ideação suicida recorrente sem um plano específico, ou tentativa de suicídio.

Na presença destes sintomas não hesitem em consultar um profissional especializado!


a vossa psicóloga,
encontram-me no 5 Sentidos em Mangualde, Viseu e Guarda
No Centro Clínico de Aveiro


domingo, 4 de dezembro de 2016

Afinal, onde mora a felicidade?


Há sensivelmente quinze dias atrás iniciei o ciclo de formação à equipa de profissionais de saúde da Unidade de Cuidados Continuados de Mangualde.

Percebemos como os nossos penamentos têm interferência direta na forma como nos sentimos e nos comportamos e aprendemos algumas técnicas de relaxamento para lidar com situações de maior tensão no nosso dia-a-dia e, claro, na nossa prática profissional.

Amanhã há mais e se não posso mudar o que sinto é tão mas tão verdade que posso escolher o que faço com o que sinto!! So true.

Estejam atentos aos blog e enquanto isso espreitem estes links sobre Meditação - Mindfulness (One Minute Meditation) https://www.youtube.com/watch?v=F6eFFCi12v8e sobre o que acontece quando nos focamos em pensamentos negativos!
https://www.youtube.com/watch?v=SXxIBJ6MP-c

Espero que gostem!



a vossa psicóloga.




segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Um monstrinho que cresce...


Neste dia mundial da saúde mental não posso deixar de partilhar convosco um questionário simples e rápido que ajuda a avaliar a saúde e o humor.

Caso se sintam desmotivadas, sem energia, com pensamentos obsessivos, com alterações frequentes e intensas de humor, do sono ou da alimentação, não hesitem e procurem ajuda profissional. 

A vida pode ser bem mais leve!

Digam Não à Depressão!

http://eulutocontraadepressao.eutimia.pt/phq-9/